PROENÇA-A-VELHA
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TU QUE PASSAS

...Tu que passas pelo meu blog mesmo não sendo convidado, não te retraias e comenta, dizendo o que te vai na alma. Mas por favor usa linguagem própria e não ofendas quem, embora não te conhecendo, só te deseja o que de melhor o mundo tem. Afonso...

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25
Jan 12

 

 

 

(Este é um pequeno resumo

 

da história de vida

 

de um grande amigo do peito)

 

 

 

UMA VIDA

 

UMA HISTÓRIA

 

HISTÓRIA QUE O VENTO NÃO LEVOU

 

E O TEMPO NÃO APAGOU

 

 

 

 

 

Ninguém parte sem deixar algo para traz.

 

Ele não fugiu à regra. Normalmente são os familiares aqueles de quem nos custa mais a separação.

 

Depois..., bem depois há sempre alguém que nos agarra com mais intensidade e nos deixa uma imensa saudade, mesmo antes de partirmos, transportando muitas vezes desgostos que nos acompanham o resto da vida.

 

Com ele sucedeu exatamente isso. Só que nada podia fazer, a não ser ir para o mais longe possível, pensando que com tal atitude iria resolver o desgosto que lhe ia na alma.

 

Nem sequer se deteve a pensar no que seria a sua vida longe de todos os que lhe eram queridos e em especial de alguém que o tinha desprezado.

 

Não se lembrou sequer da tenra idade que tinha. Só pensava em se afastar, julgando que a distância iria apagar da sua memória e do seu coração aquela angústia que o atormentava.

 

Torturava-o a ideia de ter sido trocado, abandonado e desprezado por quem poucos meses antes por ele tinha vertido uma lágrima que ele julgava ser uma lágrima de amor.

 

A final, segundo veio mais tarde a saber, não teria havido lágrima nenhuma, mas sim pura imaginação sua. (Mas ele ainda hoje jura que as lágrimas existiram e não foram invenção sua).

 

Só que quem as tinha vertido não as sentia no seu intimo e por isso não revelavam nem amor nem saudade.

 

Ele seguiu para terras longínquas, mas ao contrário do que pensava, as saudades e o desgosto em vez de se atenuarem, cada vez mais se foram acentuando no fundo do seu ser.

 

Não passava de um jovem com dezoito anos a viver sem um ombro onde se pudesse apoiar, enfrentando mil e uma dificuldades que só a muito custo ia torneando e ultrapassando.

 

O seu único apoio eram as cartas dos seus familiares que sempre se tinham oposto à sua partida.

 

Ainda tentou regressar a Portugal, mas como entretanto rebentou a guerra em Angola, esta intenção foi-lhe negada e acabou sendo incorporado nos Batalhões Militares daquele território.

 

Entretanto chega-lhe a notícia de que ela se tinha casado e isso não só lhe acentuou o desgosto, como lhe provocou uma verdadeira raiva contra ele próprio.

 

Pouco tempo após esta notícia, foi colocado na Zona Operacional Norte, que era na altura a zona mais perigosa da Região Militar de Angola.

 

Cerca de quatro anos depois foi desmobilizado, mas continuou em Angola e acabou por constituir família.

 

Anos depois regressou a Portugal, trazendo consigo não só a esposa como também dois filhos que entretanto haviam nascido.

 

Mesmo sabendo que nada ia resolver, pois o tempo não recua, não deixou no entanto de indagar, disfarçadamente, qual seria o paradeiro daquela que há muito o havia trocado por alguém que certamente a merecia mais que ele.

 

Só que não foi fácil, pois tinha que atuar sem provocar alarme na família que entretanto tinha constituído.

 

Para tal recorreu a amigos e familiares e foi desta forma que a conseguiu contactar.

 

Claro que além de matar saudades nada mais pode resultar dos breves e fugazes encontros que tiveram e assim cada um teve de continuar o caminho dos respetivos destinos.

 

Escrevo estas breves linhas em homenagem a esse meu velho amigo que comigo comungou as suas alegrias e tristezas durante estes mais de cinquenta anos.

 

Eu, apenas poderei louvar os sentimentos nobres pelos quais sempre se regeu este meu velho amigo.

 

 

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:48
música: O Mar Fala de Mim
11
Jan 12

 

T R A I Ç Ã O


http://youtu.be/iCUIoF1GycY

 

 

QUEM TE FEZ NASCER, PORTUGAL

 

TRAIÇÃO A PORTUGAL

TRAIÇÃO A QUEM FUNDOU, PORTUGAL

TRAIÇÃO A QUEM LUTOU E MORREU POR TI, PORTUGAL

TRAIÇÃO AOS “VIRIATOS” E AOS SEUS DESCENDENTES, PORTUGAL

ABAIXO OS TRAIDORES

 

 

Estas terras e as gentes que nelas ainda habitam deveriam merecer, sem favor, dos ,Iluminados que nos têm (Des)Governado, uma maior atenção e consideração não só pelas dificuldades que diariamente enfrentam, como também pela ocupação territorial que a elas PORTUGAL deve.

Sem a permanência destas gentes, Portugal passaria a ser uma pequena faixa litoral sem qualquer expressão quer na Europa, quer no mundo.

Estas Gentes são as NOSSAS RAÍZES!!

Estas Gentes e a maioria das que habitam o Interior Fronteiriço são o verdadeiro PORTUGAL PROFUNDO.

Todavia em vez do apoio que estas terras e estas Gentes lhes deveriam merecer, o único insentivo que lhes proporcionam é mais abandono com o aumento desmesurado das portagens que servem em especial as zonas do interior raiano.

Com as políticas palacianas que nos veem impondo, em especial nas últimas dezenas de anos, só têm contribuído para o abandono das populações e consequente desertificação do interior do país.

Nada de criarem infraestruturas agrícolas ou industriais para fixarem as populações e inclusivamente atraírem gentes mais novas com conhecimentos tecnológicos que poderiam propiciar um desenvolvimento mais consentâneo com os tempos que se vivem.

Nada disto estes fizeram ou fazem, estes Iluminados, a não ser arranjarem TAXOS para eles, para os familiares, os amigos e os capangas que os apoiam, fazendo crer que é o Povo que lhes bate palmas e o resultado destas políticas são, como todas as pessoas honestas podem contactar:

Encerramento de Hospitais, de Maternidades, de Centros de Saúde, de Postos Médicos, de Escolas, de Colégios, de Transportes Públicos de Farmácias, de Igrejas e enfim de tudo o que qualquer ser humano necessita para se fixar e poder viver uma vida minimamente decente.

Este é o país em que vivemos e onde as maioria das Leis que se fazem são sempre no sentido de proteger os Grandes, cuja Grandeza na maioria dos casos é proveniente de vigarices, de roubos ao Erário Público, de fugas aos impostos ou de Tachos que nada de bom trazem ao País a não ser descrédito.

Não se trata de se ser ou não apoiante do cumprimento das Leis, coisa que eu pessoalmente apoio INTEGRALMENTE.

Mas........

Vejamos: teve direito a notícia com grandes parangonas no Jornal Correio da Manhã de Domingo, esta notícia: - GNR PRENDE LADRÕES COM 20 Kg de PINHAS .

ENTRETANTO, NESTE MESMO PAÍS EM QUE VIVEMOS ASSISTIMOS A BANDIDOS QUE LEVARAM O PAÍS PARA O BURACO EM QUE SE ENCONTRAMOS E CONTINUAM A GOZAR DE GRANDES RENDIMENTOS OBTIDOS DAS FORMAS MAIS OBSCURAS QUE SE PODEM IMAGINAR .

Ficam sentados nos cadeirões da Assembleia da República durante meia dúzia de anos e saiem de lá com pensões de milhares de euros.

Do outro lado, a maioria dos portugueses, em especial os que trabalham os campos, depois de dezenas de anos de labuta, recebem reformas de míseras centenas de euros.

Será que só há leis para punirem os pequenos?

Não quero com isto dizer que apanhar pinhas em pinhal alheio não seja crime, mas....então e os outros?

Fazem falcatruas de centenas de milhões de euros e andam à solta; levam o país à ruína e nada lhes acontece?

E o coitado que apanhou pinhas que certamente acabariam por apodrecer no chão, leva logo o rótulo de LADRÃO?

Que gente é esta que nos governa e nos tem governado em especial nestas últimas décadas?

Que gente é esta que tudo faz para abandonar os povos do interior fronteiriço deixando-os ao abandono, retirando-lhes tudo que poderia contribuir para uma vida honrada e decente?

 

FAfonso

 

 

 

24
Dez 11

 

CONTO DE NATAL

 

O PASTOR E O SILÊNCIO

 

 

Na montanha onde o pastor apascentava as suas ovelhas, o vento frio que vinha dos lados da Serra da Estrela era de tal forma violento, que enregelava todo o corpo daquele idoso pastor, cuja vida tinha sido sempre pastorear ovelhas.

Todavia aquele Inverno parecia-lhe que estava a ser mais rigoroso do que o habitual.

Talvez fosse pela idade que já tinha. Os muitos anos que por ele já haviam passado iam deixando marcar e a energia de outros tempos ia-se desvanecendo.

Este era afinal apenas mais um Inverno que ia viver naqueles montes junto dos animais que de tanto os estimar, até lhes tinha dado um nome a cada. Ele conhecia-os tão bem que acabava mesmo por os identificar individualmente.

Na realidade eles faziam parte de si.

De resto quase poderia dizer que, na realidade eram a sua família.

É verdade que com a idade alguns iam morrendo, mas logo eram substituídos por outros que no rebanho iam nascendo

Faziam parte da sua família.

Bem, não era bem assim, pois com ele no monte vivia também uma sua irmã.

Era a Maria Antónia que, por nascimento tinha vindo ao mundo com um pequeno atraso mental.

Ele, conhecido por o João do Monte, -por lá passar a sua vida-, tinha também um problema que muito o amargurava. A sua perna direita era mais curta que a esquerda, o que o obrigava a coxear e por isso lhe dificultava o andar.

Amparavam-se um ao outro, mergulhados na tristeza de uma vida sem horizontes.

Para eles o mundo eram os montes onde viviam.

Havia ainda outro irmão mais velho que eles, o “Senhor Joaquim”.

Mas esse era apenas o Patrão

Não sabe se pelas deficiências que ele e a irmã tinham, ou se por qualquer outro motivo, mas a verdade é que na realidade o Senhor Joaquim, -que era assim que gostava que o tratassem-, para ele e sua irmã Maria Antónia não passava do Patrão e eles de seus criados.

Tinham sido colocados ainda jovens naquela propriedade do monte que era conhecida pelo nome de a “Quinta do Sabugueiro”, e que o irmão dizia que a tinha comprado em vida aos pais e ali permaneciam tratando do gado e da horta de onde saíam tudo o que era fruta e legumes para abastecer a casa do Senhor Joaquim.

Os seus pais, devido a uma epidemia que assolou a região e por falta de assistência, tinham falecido ainda eles eram criancinhas muito novas.

De raro em raro um deles ia à povoação mas, chegavam já tardinha e logo tinham de regressar.

Até dava a impressão que o Senhor Joaquim não queria que os habitantes da aldeia os vissem na sua companhia e, por tal motivo, logo que descarregavam os géneros alimentícios que traziam no burro para consumo do Patrão, regressavam à “Quinta do Sabugueiro”.

Na Quinta, além dos cabanais e do “bardo” para recolha dos animais, havia também uma cabana com dois quartos, um para cada e um outro compartimento maior que servia de cozinha e de sala. Era neste compartimento que ele e a Maria Antónia passavam horas seguidas à noite, em especial no Inverno, junto à lareira.

Tanto ele como a irmã não sabiam ler e por isso a conversa entre eles baseava-se sempre naquilo que os rodeava:- os animais, o tempo que fazia e a horta.

Contudo havia uma época do ano, que coincidia sempre com a altura em que mais frio fazia e em que o Patrão, o Senhor Joaquim, lhes ordenava que levassem mais géneros alimentícios, que lhe trazia uma imensa tristeza.

Em especial a ele, pois a Maria Antónia mal se apercebia do que a rodeava.

Era o dia de Natal e em especial a noite que o antecedia.

Esta enorme tristeza era-lhe lembrada pelo toque do sino da Igreja, o qual, embora distante, e devido ao silêncio da noite, era perfeitamente audível na “Quinta do Sabugueiro”.

É que embora fosse muito pequeno, lembrava-se, antes dos pais falecerem, de ter ido àquela hora à missa a que ouvia chamar “Missa do Galo”.Recordava com todo o pormenor uma construção coberta de musgo e ornada com diversas figuras feitas de barro pintado de diversas cores.

Na sua memória de jovem que na altura era, lembra-se de haver naquela construção a que chamavam Presépio, uma vaca, um burrinho, três camelos, algumas ovelhas e diversas figuras que representavam pessoas. Os seus pais diziam-lhe que eram os três Reis Magos, mais uns pastores e ainda uma Família que eles diziam ser Maria,José e um Menino muito pequenino a que chamavam Jesus.

Aquele Presépio era na verdade muito bonito mas, o que lhe chamava mais à atenção era o facto de todas as pessoas que estavam na igreja de alinharem e em fila iam beijar aquela pequenina Figura, que era exatamente o Menino Jesus.

Todavia uma coisa o entristecia imenso era o facto do menino estar deitado numa manjedoura, sobre os restos da palha que os animais tinham deixado.

Tudo isto ele tinha gravado no seu subconsciente e com todo o pormenor guardava na sua memória e, fechando os olhos, beijava-a, lembrando aquelas distantes noites e as suas respetivas “Missas do Galo”.

Lembrava-se também que ao chegarem da missa toda a família se reunia e comiam o “arroz do galo” assim como uns fritos chamados filhós de que muito gostava mas que raramente voltou a saborear.

Lembrava-se.......e em silêncio todos os anos, naquele mês frio de Dezembro, ele ia ao monte procurar musgo para fazer o seu Presépio que ornamentava com figuras idênticas às que vira no Presépio da sua aldeia, mas estes feitos de madeira que tinha esculpido com todo o carinho e, como que em oração recitava:

 

Ó meu Menino adorado

Lembra-te sempre de mim

Tu és o meu Deus Sagrado

Por isso te peço assim

 

Eu também já fui menino

Também tenho a minha cruz

Sofro desde pequenino

Ajuda-me Menino Jesus

 

Tu nasceste num palheiro

E morreste numa cruz

Parece que o mundo inteiro

Se esqueceu que és Jesus

 

 

FAfonso

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:58
19
Dez 11

 

 

O BLOG

 

PROENÇA-A-VELHA

 

http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/

 

DESEJA A TODOS OS QUE O VISITAM

 

UM PRÓSPERO

 

E

 

 

 

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:15
17
Dez 11

 

TEMPO DE NATAL

 

Com o aproximar do fim do mês de Dezembro, aproxima-se também a data que os povos onde se professa a religião católica tem por costume comemorar o nascimento de Jesus:

O NATAL.

Todavia esta data vai perdendo quase tudo o que a tradição natalícia nos trazia, em especial no que respeita aos preceitos verdadeiramente religiosos.

Hoje, para a grande maioria das pessoas, mesmo para aquelas que se dizem professarem a religião católica, esta data é mais um dia para dar e receber prendas, a maioria das quais são de seguida metidas num armário qualquer lá de casa, do que a comemoração do nascimento do Menino Jesus.

Claro que me estou referindo àquelas famílias onde o dinheiro ainda é rei e por isso é gasto da forma mais desregrada que em nada se coaduna com a crise em que o país de encontra.

Mas......,e os outros? Aqueles que não têm emprego, que não têm esperança e que também têm família?

Como passaram esse dia as centenas de milhares de portugueses e mesmo milhões em todo o mundo, onde o dinheiro não chega nem sequer para uma refeição razoável?

Temos de concordar que vivemos num mundo em que o sentido humano se está perdendo a cada dia que passa.

Onde está a justiça que Aquele Menino durante 34 anos tentou incutir no espírito humano e pela qual deu a própria vida?

Para ti, para mim e de uma forma geral para todos nós, relembro algo que em tempos escrevi.

 

 

E eu?

Toda a gente se esqueceu?

 

Ninguém se lembra de mim?

Foi para isto que eu vim?

 

Eu também sou menino!

Sou o que nasceu em Belém!

Não vos fiz nada de mal !

Sou a razão do vosso Natal!

 

Sou Aquele a quem chamais Jesus!

Que Maria numa gruta deu à luz.

E por que vós morreu numa cruz

 

Recordam-se? -Eu existo!

Não se lembram, está mais que visto

Mas eu vos digo,

O meu nome é Jesus Cristo.”

 

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:19
24
Nov 11

 

 

II

OUTONO E INVERNO

 

 

Com o aproximar do Outono, as folhas das velhas árvores que ladeavam a rua, começaram a mudar de cor.

Era o prenúncio de que o tempo de vida das mesmas começava a caminhar para o seu fim.

A sua cor amarelada era a demonstração do início do fim da sua existência.

Visto de certa distância, e em especial quando os raios solares incidiam em determinado ângulo, até dava um certo encanto aquele “túnel” que as árvores formavam, ao mesmo tempo que as folhas coloridas de um amarelo/dourado iam formando um autêntico tapete.

As folhas iam caindo em maior ou menor quantidade consoante a violência das rajadas de vento que iam fustigando as velhas árvores.

Era um espetáculo ao mesmo tempo triste e deslumbrante.

As árvores cada vez mais iam ficando “depenadas” e a rua cada vez mais dourada pela quantidade de folhas que ao cairem iam cada vez mais tapeando a rua.

O verde que outrora dava um ar primaveril àquela artéria da cidade, estava agora a prenunciar que o o Outono estava no fim e que o inverno não tardava a chegar.

Até a passarada que havia povoado e nidificado naqueles gigantes da natureza tinham desaparecido.

Mas elas, as velhas árvores, que haviam resistido a tantos temporais e Invernos rigorosos, iam sofrer uma dolorosa e última surpresa.

O Homem, a quem elas tantos anos tinham, gratuitamente, fornecido refrescante sombra, aproximava-se com um exército de máquinaria com o objetivo de as arrancar ao chão que durante tantos anos as haviam alimentado.

De nada valeu aquela inscrição que alguém plantou no tronco do mais velho exemplar das árvores daquela rua.

As máquinas avançaram e o prazer que aquelas árvores me davam sempre que aquele ciclo da natureza se realizava, chegou ao fim.

Tardariam muitos anos até que novamente outras que ali plantassem pudessem servir de "casa e abrigo" às diversas aves que ali se refugiavam e mesmo nidificavam.

E eu, cujo ciclo de vida também as ia acompanhando, tive que me resignar e compreender que havia uma certa analogia entre as Estações do ano que regem a vida da Natureza, mas também a minha vida que é, ao fim e ao cabo a vida de todos nós.

 

 

 

 

 

 Também eu que da minha varanda ia com tristeza assistindo ao desenlace final, lembrava que quando saí da minha terra deixei as minhas raízes jovens e fortes na terra que me viu nascer e agora da Primavera que deixei ao partir, apenas iam restando uns resquícios do Outono e o rápido aproximar do Inverno que inevitavelmente ia chegar.

Era o Ciclo que se ia completando.

Era o meu ciclo que caminhava par o fim, tal como estava acontecendo com aquelas velhas árvores, cujo fim tinha chegado.

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:01
21
Nov 11

 

 

 

 

 

I

PRIMAVERA E VERÃO

 

 

 

Quando a juventude nos bate à porta

Abrimos tudo de par em par

Não há rua que seja torta

Nem rio que alcance o mar

 

Mesmo que venha chuva

Os dias são solarengos

Nada nos tira a ternura

Mesmo nos piores momentos

 

Ninguém conhece a tristeza

E tudo nos traz novidade

A vida só tem beleza

E o futuro será sempre mocidade

 

Quando em grupo nos encontramos

Na conversa tudo são facilidades

Não nos preocupa para onde vamos

Só queremos saber as novidades

 

É a Primavera da vida

É o campo coberto de flores

É a amizade que convida

É o Verão de fugazes amores

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 17:13
02
Nov 11

 

CAMINHANDO

MOMENTOS DE REFLEXÃO

(ESTA PEQUENA HISTÓRIA NÃO É NOVA,MAS É SEMPRE BOM REAVIVAR MEMÓRIAS) 

Esta pequena história poderá não se aplicar a todos nós, mas, aplica-se certamente a muitos de nós

 

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.

As mãos do idoso eram trémulas, a sua visão era embaciada e os seus passos descoordenados e vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trémulas e a visão falha do avô atrapalhavam-no na hora de comer.

A refeição, tinha entre outros ingredientes ervilhas e estas, devido aos tremores que a doença lhe impusera, obrigavam-no a agitar involuntariamente a colher e as ervilhas rolavam da sua colher e caíam no chão.

Quando pegava o copo de leite, este, devido à doença atrás descrita, era derramado na toalha da mesa, provocando nele “vergonha”, visto que a reação que vislumbrava nas expressões dos rostos dos familiares que o haviam acolhido, não eram de tolerância e muito menos de compreensão.

O filho e a nora irritavam-se e achavam que “aquele comportamento”, não era condizente com o estilo de vida que eles até então levavam. “Aquilo” era horrível e as refeições haviam-se transformado num verdadeiro “nojo”.

Urgia por isso tomar medidas adequadas de forma a devolverem ao ambiente, e em especial às refeições, as regras de ética que até aí imperavam.

Desta forma e dando expressão ao que iam acumulando no seu intimo, veio a tomada de atitude.

 

"Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho dirigindo-se à esposa”:

 

-"Já tivemos suficiente leite derramado, comida no chão, toalhas emporcalhadas barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão em todas as refeições."

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.

Ali, o pai e avô comia sozinho enquanto a restante família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

No entanto a “maldita doença” ia progredindo e acabou por originar que o desamparado idoso, tivesse mesmo partido alguns velhos pratos que para a restante família já não tinham utilidade.

Todavia e embora inadvertidamente, a verdade é que “o velho” quebrara um ou dois pratos, aos quais foi atribuído uma valor que há muito não tinham.

Por isso nova medida devia ser tomada para terminar com aqueles atos.

Assim a sua comida passava agora a ser servida numa tigela de madeira, para evitar mais loiça partida e o respetivo barulho e trabalho para limpar o que ele sujava.

Havia contudo alguém, mas sem poder de decisão em tudo o que se ia passando em volta do idoso senhor e de quem ele muito gostava e que ia acumulando no seu intimo uma dor que lhe trespassava o coração:

Era o seu pequeno netinho de apenas quatro aninhos de idade.

Este pequeno ser, dentro da sua ingenuidade, ia descobrindo no fundo do seu coração, o muito que amava este velhinho, pai de seu pai, e seu querido avô.

De repente, uma pequena luz iluminou-lhe o coração.

Ia tentar de uma forma discreta e sem causar desordem na forma de viver dos seus pais, demonstrar o erro e a injustiça que estes estavam cometendo para com quem, vistas as coisas com simplicidade, era a origem das suas vidas.

Por isso, quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, não raramente, os seus olhos estavam rasos de lágrimas.

Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando um pedaço de madeira.

Ele perguntou delicadamente à criança:

"O que você está fazendo?"

O menino respondeu docemente:

 

"Ah, estou fazendo uma tigela para você e a mamã comerem, quando eu crescer."

 

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.

Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos e uma tristeza enorme inundou-lhes os corações.

Embora nada ninguém tivesse falado, ambos sabiam o que precisavam fazer.

Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.

E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa se sujava.

De uma forma positiva, aprenderam que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.

Aprenderam que, não importa o tipo de relacionamento que tenham com seus pais, todos nós sentiremos a falta deles quando partirem.

Aprenderam que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".

Aprenderam que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.

Aprenderam que viver não é só receber, é também dar.

Aprenderam que se nós procurar-mos a felicidade, podemos estar-mo-nos iludindo.

Mas, se focalizar-mos a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrar-nos.

Aprenderemos que sempre que decidir-mos algo com o coração aberto, geralmente acertamos.

Aprenderemos que quando sentir-mos dores, não precisamos que as mesmas seja também para outros.

Aprenderemos que diariamente precisamos alcançar e tocar alguém.

As pessoas gostam de um toque humano segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um palmadinha amigável nas costas.

Aprenderemos que ainda temos muito que aprender...

As pessoas poderão esquecer-se do que nós disser-mos...

Esquecerão o que nós fizer-mos...

Mas nunca irão esquecer a forma como nós as havemos tratado.

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:26
07
Set 11

 

A Vingança

 

 

 

Sempre que o telefone tocava, ele aguardava que fosse ela a dizer-lhe que o perdoava pelo desgosto que lhe tinha dado.

 

N a verdade, e embora ansiasse pelo perdão, no seu íntimo reconhecia que o que tinha feito não merecia que ela o desculpasse.

 

No entanto também pensava que, se o amor que os uniu durante aqueles quase dois anos era verdadeiro, então o perdão podia vir a suceder.

 

Era pois pensando nesse amor, que ele, com fé e esperança, aguardava que ela acreditasse que em tudo o que tinha acontecido, ele não era culpado.

 

Tudo aconteceu naquela inesquecível tarde de domingo, enquanto aguardava pela namorada na esplanada do café do jardim próximo e encomendou uma imperial à empregada que ali prestava serviço.

 

Só que......

 

(Esta, obedecendo à gentileza de uma menina, cliente habitual e pensando ser um coisa sem qualquer importância, em lugar de levar a imperial que ele tinha encomendado,levou-lhe, a solicitação desta, aquela que tinha acabado de lhe trazer e, para ela pediu-lhe-que lhe trouxesse um sumo de laranja , dizendo-lhe que não se sentia muito bem, ao mesmo tempo que lhe pedia para não dizer nada ao cliente da imperial, pois era uma surpresa, visto serem amigos de longa data).

 

Lembrava-se apenas de ter começado a beber a cerveja e imediatamente a sentir uma grande sonolência. Mais tarde veio a saber que a mulher desconhecida, dizendo que era amiga o havia levado de carro para destino desconhecido.

 

Acordou no dia seguinte deitado num quarto de um hotel da cidade, onde não lhe souberem dizer nada sobre a pessoa que o havia levado para lá.

 

Ficou completamente transtornado ao lembrar-se que tinha ido ao café do jardim para ali aguardar a chegada da pequena que tanto amava.

 

Assim, pegou no telemóvel e ligou para a sua amada, na esperança que ela lhe pudesse dizer algo do que lhe havia acontecido.

 

O telefone chamou vezes sem conta, mas do outro lado apenas o silêncio lhes respondeu.

 

Pensou então que alguma coisa poderia ter sucedido e pensando assim, chamou um táxi e deu-lhe a direção, pedindo rapidez ao motorista.

 

Subiu até ao terceiro andar, saltando os degraus de dois em dois até chegar ao patamar e ficou parado alguns momentos frente à porta da casa onde ela morava.

 

Tocou à campainha insistentemente e ao abrir-se a porta recebeu apenas como informação um “ninguém quer falar consigo” dado pela irmã da namorada.

 

No entanto, como ele tivesse insistido numa explicação, a irmã acabou por lhe dizer:

 

-Tu foste indecente para com a minha irmã, pois quando ela chegou à esplanada do café viu que tu estavas a entrar bem agarradinho a outra mulher para o interior de um automóvel.

 

A minha irmã não te quer ver mais, por isso esquece-a.

 

Ainda tentou explicar-se, dizendo que de nada se lembrava e que tinha acordado no quarto de um hotel da cidade para onde o tinham levado. Mas a rapariga não o quis ouvir e insistiu para que ele se fosse embora e não mais voltasse, ao mesmo tempo que lhe fechou a porta.

 

Com o coração partido e amargurado, desceu a escadas e veio para a rua.

 

Deambulou sem destino toda a tarde e noite. Pela manhã verificou que estava sentado num banco do jardim onde tudo tinha começado.

 

Continuou tentando explicar-se pelo telefone, mas do outro lado ninguém respondia.

 

Desanimado, parou de tentar ao mesmo tempo que tentava perceber o que se havia passado.

 

Ela, a namorada,estava em casa e o telefone tocava constantemente.

 

Não o atendia pensando que seria ele. E ela não o queria sequer ouvir, quanto mais falar-lhe.

 

Quando a irmã dela chegou do emprego, à tarde e perante as inúmeras vezes que o telefone tocava encheu-se de coragem e levantou o auscultador para lhe dizer que não o queria ouvir mais.

 

No entanto do outro lado e sem que ela tivesse tempo de dizer absolutamente nada, uma voz de mulher foi relatando tudo o que se havia passado, naquela tarde de domingo dizendo-lhe a terminar que esta tinha a sido a forma de se vingar, pelo vexame porque havia passado quando ele a trocou por ela naquela passagem de ano dois anos antes, mas que entre eles nada se tinha passado, pois ela deixou-o no hotel e de imediato saiu.

 

Então, cheia de remorsos e enchendo-se de coragem, ligou para ele pedindo-lhe desculpa por ter duvidado do amor que ele sempre tinha afirmado que por ela sentia.

 

E..... falaram.....,e compreenderam-se mutuamente, concluindo que na verdade o amor que os unia era verdadeiro e que o sucedido só tinha servido para os unir ainda mais.

 

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:26
03
Set 11

sem nome.png
 PEÇO DESCULPA...(aos ladrões ou aos polícias??)


 Esta é a realidade PRESENTE do nosso QUERIDO PORTUGAL

ESTE É O PAÍS EM QUE VIVEMOS.....ISTO É, O PAÍS EM QUE TEMOS DE VIVER.

QUER DIZER...

UM PAÍS VERDADEIRAMENTE.....D E M O C R Á T I C O!!!!!!,

Segundo dizem.......

 

A REALIDADE

 

Por motivos de saúde de um familiar, mais propriamente dito de minha esposa, desloquei-me há dias ao Hospital de Santa Marta, sito na rua do mesmo nome, nesta cidade de Lisboa, capital de umpaís onde, outrora, sob a égide de uma atroz ditadura, se podia passear de dia e de noite sem o MEDO de, em qualquer lugar ou local, se correr o eminente risco de se ser não só assaltado como enxovalhado, esmurrado ou mesmo assassinado. Pois bem, caros leitores, eis um pequeno resumo do que vi e assisti:

 

1- Em frente ao dito Hospital, numa esquina, encontra-se um residente da zona. À frente dele, talvez a uns três metros de distância, um sujeito com aspecto que não engana ninguém minimamente observador, tenta forçar o proprietário de uma viatura estacionada para que o mesmo lhe compre uma peça de vestuário que ele teria algures, mas perto. Como o homem da viatura não lhe desse troco, o vendedor deslocou-se uns vinte metros ao longo do passeio e fez um pequeno sinal para um outro, da mesma estirpe e que eu, depois de os ver aproximar do homem da viatura, iria jurar que não só eram irmãos como seriam mesmo gémeos. Este segundo, certamente como o primeiro beneficiários do famigerado Subsídio de Reinserção Social, que tira a quem trabalha para, na grande maioria dos casos dar a quem não quer trabalhar ,transportando com ele um saco grande, de cor vermelha, sacou de dentro do mesmo dois blusões de marca que, a todo o custo tentava “enfiar” ao cavalheiro que estava dentro da viatura, dizendo mesmo que qualquer das peças custavam na casa onde os havia “adquirido”, para cima de cento e cinquenta euros, -o que eu acredito-, mas que lhe vendia cada um por vinte euros.

Felizmente que ainda vai havendo pessoas honestas e por isso, desta vez estes “trabalhadores” não fizeram negócio.

Contudo, como “trabalho” é “trabalho”, estes capangas, ao passarem junto ao homem que estava na esquina da rua e que tal como eu presenciou a “luta” destes dois “trabalhadores/vendedores”, dirigiram-se ao mesmo questionando-o se não estava interessado numa garrafa de azeite. O homem retorquiu que não, ao mesmo tempo que se deslocava pelo passeio, “fugindo” ao contacto com estes escroques. Eu segui no sentido contrário, precisamente no sentido que estes “reis das ruas” seguiram e, ato contínuo reparo que um deles entrou num pequeno mini-mercado situado mesmo frente à entrada do Hospital e meros segundos passados, saiu com uma garrafa de litro de cerveja na mão. Eu achei estranho e entrei logo de seguida no dito estabelecimento e perguntei à empregada se tinha vendido alguma bebida, ao que ela -de origem estrangeira, me respondeu que não senhor, não tinha vendido nada.

Saí e, qual não é o meu espanto, quando, a uns dez metros de distância do mini-mercado, na entrada de um prédio, estavam os dois “trabalhadores/vendedores”, cada um com seu copo de plástico, bebendo a dita cerveja com a maior das calmas deste mundo, como se da coisa mais banal se tratasse. 

 

2 -– Agora a parte que eu considero miserável e demonstrativa da falta de sentido Profissional da Polícia que temos: Mesmo frente ao passeio onde tudo o que acabo de relatar se passou, isto é, no passeio encostado ao dito Hospital, dois polícias tratavam do reboque de uma viatura que estava mal estacionada, -penso que não se tentou saber se a mesma teria servido para transportar alguém de urgência para o dito Hospital-.

Após tratarem do expediente e já com o reboque da própria Policia estacionado frente à viatura transgressora, e sem pressa alguma, dirigiram-se ao agente policial que estava de serviço à entrada do Hospital, cavaqueando os três, sobre não sei o quê, até que se separaram alguns metros deste último, ato que foi por mim aproveitado, -cumprindo um dever de cidadania- para relatar ao mesmo o que havia observado, indicando-lhe mesmo o local onde os mesmos estavam bebendo a cerveja que haviam ROUBADO do mini-mercado.

 

E caros contribuintes que me estão lendo, a resposta veio de imediato e reveladora do País em que vivemos, da autoridade que por nós é paga para nos proteger e em especial da D E M O C R A C I A que temos ,onde se protejem os gatunos, os corruptos, os assaltantes, os pedófilos, os gangs de todas as espécies, MAS ONDE AS VÍTIMAS NÃO TÊM QUEM AS PROTEJA.

 

"EU NÃO VI NADA"

Foi esta a resposta. 

 

Esta é a verdade real do país que temos.

 UMA VERGONHA!!!!

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:05
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