PROENÇA-A-VELHA
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...Tu que passas pelo meu blog mesmo não sendo convidado, não te retraias e comenta, dizendo o que te vai na alma. Mas por favor usa linguagem própria e não ofendas quem, embora não te conhecendo, só te deseja o que de melhor o mundo tem.Afonso...

FOTO DE PROENÇA E SLIDE ------------------------------- -----------------------------------
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DEIXO O VENTO PASSAR
23
Abr 12

 

 

PARA TI MEU FILHO QUERIDO,

PARA TI MINHA SAUDADE

 

 

VAI-TE EMBORA MÊS DE ABRIL!

 

Mês de dor que tanto me magoaste

 

Levaste-me o meu filho querido ainda na flor da idade

Foste o vilão, o carrasco e a causa da minha dor

Não tiveste compaixão e agiste sem dó nem piedade

Deixaste-me só e abandonado, levando-o na idade em flor

 

Tu não foste a primavera

Que põe os campos floridos

Foste a estação mais severa

Que deixou os nossos corações doridos

 

Foste mau e violento mês de Abril

Levaste-me o que de melhor Deus me deu

Não foste de bonança nem de águas mil

Foste para mim o inferno e tudo em mim morreu.

 

COMO PASSA DEPRESSA O TEMPO!

 

AINDA ME PARECE QUE FOI ONTEM!

MAS SERÁ QUE NÃO FOI!

 

É esta a ilusão que a SAUDADE nos deixa quando a dor que nos vai no coração em nós permanece infinitamente.

 

Mas não foi ontem.

Foi no dia 23 de Abril de 1996 que Deus te levou do nosso convívio.

Eram cerca de oito horas da manhã quando a notícia chegou.

Tu, Meu Querido Filho, tinhas partido para junto de DEUS.

O meu coração o da mãe e o do mano ficaram estilhaçados pela dor, pela agonia e pelas SAUDADES sem fim.

Os anos passam, e já são muitos!!!!!!, mas para nós foi ontem...foi hoje..FOI AGORA.

 

Esta revolta que diariamente misturamos com as saudades que temos de ti, tornam as nossas vidas inócuas e sem sentido.

 

Tu eras um jovem na flor da idade....tinhas apenas 23 anos. Ias fazer 24 no dia 26 desse fatídico mês de Abril.

 

TU PARTISTE, MAS EU, A MÃE E O MANO FICAMOS E CONNOSCO A DOR E A SAUDADE TAMBÉM, MAS DEUS SABE QUE NOS HAVEMOS DE ENCONTRAR, talvez eu te encontre brevemente E POSSA MATAR ESTAS SAUDADES SEM FIM E ALIVIAR-ME DESTA DOR QUE ME CONSOME.

 

Teu pai que muito te amou, te ama e eternamente te amará.

 

Francisco Afonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 01:12
sinto-me: COM MUITA SAUDADE E TRISTE
21
Abr 12

 

 

 

AMIZADES QUE SE NÃO ESQUECEM 

 

 

 

RECORDAÇÃO DE UM PROENCENSE

 

 

 

(Este é um pequeno resumo

 

da história de vida e desengano

 

de um grande amigo do peito que comigo travou inúmeras Operações Militares na Guerra de Angola)

 

 

 

UMA VIDA

 

UMA HISTÓRIA

 

HISTÓRIA QUE O VENTO NÃO LEVOU

 

E O TEMPO NÃO APAGOU

 

 

 

 

 

Ninguém parte sem deixar algo para traz.

 

Ele não fugiu à regra. Normalmente são os familiares aqueles de quem nos custa mais a separação.

 

Depois..., bem depois há sempre alguém que nos agarra com mais intensidade e nos deixa uma imensa saudade, mesmo antes de partirmos, transportando muitas vezes desgostos que nos acompanham o resto da vida.

 

Com ele sucedeu exatamente isso. Só que nada podia fazer, a não ser ir para o mais longe possível, pensando que com tal atitude iria resolver o desgosto que lhe ia na alma.

 

Nem sequer se deteve a pensar no que seria a sua vida longe de todos os que lhe eram queridos e em especial de alguém que o tinha desprezado.

 

Não se lembrou sequer da tenra idade que tinha. Só pensava em se afastar, julgando que a distância iria apagar da sua memória e do seu coração aquela angústia que o atormentava.

 

Torturava-o a ideia de ter sido trocado, abandonado e desprezado por quem poucos meses antes por ele tinha vertido uma lágrima que ele julgava ser uma lágrima de amor.

 

A final, segundo veio mais tarde a saber, não teria havido lágrima nenhuma, mas sim pura imaginação sua. (Mas ele ainda hoje jura que as lágrimas existiram e não foram invenção sua).

 

Só que quem as tinha vertido não as sentia no seu intimo e por isso não revelavam nem amor nem saudade.

 

Ele seguiu para terras longínquas, mas ao contrário do que pensava, as saudades e o desgosto em vez de se atenuarem, cada vez mais se foram acentuando no fundo do seu ser.

 

Não passava de um jovem com dezoito anos a viver sem um ombro onde se pudesse apoiar, enfrentando mil e uma dificuldades que só a muito custo ia torneando e ultrapassando.

 

O seu único apoio eram as cartas dos seus familiares que sempre se tinham oposto à sua partida.

 

Ainda tentou regressar a Portugal, mas como entretanto rebentou a guerra em Angola, esta intenção foi-lhe negada e acabou sendo incorporado nos Batalhões Militares daquele território.

 

Entretanto chega-lhe a notícia de que ela se tinha casado e isso não só lhe acentuou o desgosto, como lhe provocou uma verdadeira raiva contra ele próprio.

 

Pouco tempo após esta notícia, foi colocado na Zona Operacional Norte, que era na altura a zona mais perigosa da Região Militar de Angola.

 

Cerca de quatro anos depois foi desmobilizado, mas continuou em Angola e acabou por constituir família.

 

Anos depois regressou a Portugal, trazendo consigo não só a esposa como também dois filhos que entretanto haviam nascido.

 

Mesmo sabendo que nada ia resolver, pois o tempo não recua, não deixou no entanto de indagar, disfarçadamente, qual seria o paradeiro daquela que há muito o havia trocado por alguém que certamente a merecia mais que ele.

 

Só que não foi fácil, pois tinha que atuar sem provocar alarme na família que entretanto tinha constituído.

 

Para tal recorreu a amigos e familiares e foi desta forma que a conseguiu contactar.

 

Claro que além de matar saudades nada mais pode resultar dos breves e fugazes encontros que tiveram e assim cada um teve de continuar o caminho dos respetivos destinos.

 

Escrevo estas breves linhas em homenagem a esse meu velho amigo que comigo comungou as suas alegrias e tristezas durante estes mais de cinquenta anos.

 

Eu, apenas poderei louvar os sentimentos nobres pelos quais sempre se regeu este meu velho amigo

 

 

 

FAfonso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:31
sinto-me: saudoso
19
Fev 12

 
 
 

 

Instituições / Associações de Proença-a-Velha

AFANSG - Associação Fraterna dos Amigos de Nossa Senhora da Granja

 

Data da
Constituição:

1972

Sede:

Rua Coronel Pereira da Silva nº 19 D
1300-146 Ajuda - Lisboa

 

ENCONTROS DE FRATERNIDADE E AMIZADE”

 

Realizou-se no passado dia 12 de fevereiro a comemoração do 40º. Aniversário da AFANSG - Associação Fraterna dos Amigos de Nossa Senhora da Granja.

O evento iniciou-se com a concentração no Largo da Memória de muitos proencenses residentes em Lisboa e arredores, acrescida dos ocupantes de um autocarro que de Proença propositadamente aqui se deslocou.

Seguiu-se a Missa comemorativa na Igreja da Memória, cuja Liturgia foi presidida pelo Pároco de Proença-a-Velha, padre Luís Bernardo Moreira tendo intervindo na mesma o pároco da referida Igreja, terminando a mesma com os cantares do “Modas e Adufes”, representantes da cultura proencense.

Após o Ato Litúrgico todos os presentes se dirigiram paraTalaíde-São Domingos de Rana, mais propriamente para o Restaurante “Areias”, onde foi servido um excelente almoço que se prolongou pela tarde dentro, com várias atuações do “Modas e Adufes” e não só.

Foi na realidade um encontro fraterno entre proencenses de raiz e de coração que muito dignificou a nossa Proença e da qual todos nos podemos e devemos orgulhar.

Queria no entanto dar aqui uma pequena sugestão.

Eu resido em Lisboa, embora distante do Bairro da Ajuda, onde se situa a Sede da AFANSG e certamente o que se passa comigo passa-se com muitos conterrâneos e não só que certamente gostariam de se inscreverem como sócios da referida Associação.

Assim, sugeria que, tal como se pode fazer a inscrição na “Proençal” .se poder também fazer a inscrição na AFANSG, através da Internet.

Talvez através do Blogue “http://prohensa.blogspot.com/” e do nosso amigo Adolfo isto se pudesse resolver, angariando-se desta forma certamente mais associados.

Isto é apenas uma sugestão, mas se for possível seria muito útil.

Para todos os proencenses e amigos de Proença-a-Velha, um grande abraço e votos para que no próximo ano novamente nos possamos reunir para mais uma comemoração do aniversário da nossa AFANSG.

 

FAfonso

 

P.S.

Como é natural que nem todos tenham conhecimento, aqui deixo um pedacinho da História desta Igreja.

 

O ex libris da Igreja da Memória é o túmulo do Marquês de Pombal. Em cantaria, tem 2 degraus, a urna assenta no segundo em 4 pés em forma de garra. Na lápide pode-se ler “Restos mortais de Sebastião José de Carvalho e Melo, 1.º Marquês de Pombal””.

 

 

 
 
publicado por AALADOSNAMORADOS às 15:20
19
Fev 12

 

RAÍZES

 

Para

 

 

 

Embora
te não visitasse durante muitos anos, nunca te esqueci, terra
querida.

Tu
és a fonte onde mesmo em pensamento me refresco e sacio a minha
sede.

És
o bálsamo que me alivias a dor quando sofro.

 

É
em ti que residem as  minhas RAÍZES MAIS PROFUNDAS.

 

Como
nas árvores são as raízes que as prendem à terra, também tu
terra que foste o meu berço e o leito da maior parte dos meus
ente-queridos, onde repousam para sempre, és e para sempre serás o
reservatório onde nos momentos mais difíceis da minha existência,
sempre busco e buscarei forças relembrando com saudade os anos que
em ti vivi.

 


quanto tempo!

 

Se
as saudades matassem, certamente que eu já não estaria vivo.

Porém,
elas não só não matam como alimentam a vontade de voltar, dando
assim ainda mais força a quem verdadeiramente as sente.

É
por isso que eu voltei.

E
que melancolia se apoderou de mim quando comecei a vislumbrar as
primeiras casa deste aglomerado populacional a que há mais de
oitocentos anos foi dado o nome de PROENÇA-A-VELHA.

 

Tu....

 

És
o berço onde nasci

Onde
os meus primeiros amores despontaram

És
a terra onde cresci

Onde
as imensas saudades que de ti tenho moram

 

Tu
és a fonte da minha melancolia

Dos
amores e da saudade que em ti vivi

Recordar-te
nunca será uma ironia

Comigo
viverás como sempre te conheci

 

 

Terra
da minha infância passada

Tempo
perdido que não volta

São
as saudades imensas de quem te abraça

São
as penas que o meu coração não solta

 

Tu
és o elo que me liga a tudo

Tu
és o reservatório da minha solidão

Para
mim és o Carnaval e o entrudo

És
tudo o que prende o meu coração

 

És
a terra que alimentou a minha juventude

Onde
os meus pais tanto labutaram

Em
ti tudo vivi em plenitude

Até
que de ti me separaram

 

Foram
poucos os dias que aqui permaneci, devido a questões inadiáveis -a
saúde não perdoa-.

No
entanto, foram dias em que revivi os tempos da minha juventude aqui
passados.

Quantas
saudades senti!!!

Meu
Deus como tudo é diferente!!

Os
rapazes e raparigas com idades à volta da minha, tal como eu, já
não têm as mesmas feições. Por isso, tive de socorrer-me da minha
irmã e do meu cunhado para me servirem de cicerones, pois se assim
não fosse eu não reconhecia ninguém.

Gostei
imenso de ter voltado e prometo a mim mesmo que, sempre que me seja
possível, voltarei.

Assim
Deus me dê saúde a mim e aos meus.

 

As
Festas do Senhor do Calvário são de uma beleza ímpar.

A
ela acorrem muitos dos naturais que trazem consigo familiares que não
conheciam nem a terra nem as Festas e muito menos as gentes.

Vêm
também muitos forasteiros, em especial das terras vizinhas, onde, na
maioria dos casos estas Festas Tradicionais se perderam.

Mas
todos ficam encantados com as Festas e com os usos e costumes tão
bem representados pelo Grupo
Etnográfico de Proença-a-Velha
Modas
e Adufes,

numa representação Teatral que para o efeito levaram à cena no
Centro Cultural de Idanha-a-Nova

Para
este Grupo e para todos os que tudo fazem para que Proença-a-Velha
não morra, o meu muito obrigado.

 

 

Francisco
Afonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 14:16
25
Jan 12

 

 

 

(Este é um pequeno resumo

 

da história de vida

 

de um grande amigo do peito)

 

 

 

UMA VIDA

 

UMA HISTÓRIA

 

HISTÓRIA QUE O VENTO NÃO LEVOU

 

E O TEMPO NÃO APAGOU

 

 

 

 

 

Ninguém parte sem deixar algo para traz.

 

Ele não fugiu à regra. Normalmente são os familiares aqueles de quem nos custa mais a separação.

 

Depois..., bem depois há sempre alguém que nos agarra com mais intensidade e nos deixa uma imensa saudade, mesmo antes de partirmos, transportando muitas vezes desgostos que nos acompanham o resto da vida.

 

Com ele sucedeu exatamente isso. Só que nada podia fazer, a não ser ir para o mais longe possível, pensando que com tal atitude iria resolver o desgosto que lhe ia na alma.

 

Nem sequer se deteve a pensar no que seria a sua vida longe de todos os que lhe eram queridos e em especial de alguém que o tinha desprezado.

 

Não se lembrou sequer da tenra idade que tinha. Só pensava em se afastar, julgando que a distância iria apagar da sua memória e do seu coração aquela angústia que o atormentava.

 

Torturava-o a ideia de ter sido trocado, abandonado e desprezado por quem poucos meses antes por ele tinha vertido uma lágrima que ele julgava ser uma lágrima de amor.

 

A final, segundo veio mais tarde a saber, não teria havido lágrima nenhuma, mas sim pura imaginação sua. (Mas ele ainda hoje jura que as lágrimas existiram e não foram invenção sua).

 

Só que quem as tinha vertido não as sentia no seu intimo e por isso não revelavam nem amor nem saudade.

 

Ele seguiu para terras longínquas, mas ao contrário do que pensava, as saudades e o desgosto em vez de se atenuarem, cada vez mais se foram acentuando no fundo do seu ser.

 

Não passava de um jovem com dezoito anos a viver sem um ombro onde se pudesse apoiar, enfrentando mil e uma dificuldades que só a muito custo ia torneando e ultrapassando.

 

O seu único apoio eram as cartas dos seus familiares que sempre se tinham oposto à sua partida.

 

Ainda tentou regressar a Portugal, mas como entretanto rebentou a guerra em Angola, esta intenção foi-lhe negada e acabou sendo incorporado nos Batalhões Militares daquele território.

 

Entretanto chega-lhe a notícia de que ela se tinha casado e isso não só lhe acentuou o desgosto, como lhe provocou uma verdadeira raiva contra ele próprio.

 

Pouco tempo após esta notícia, foi colocado na Zona Operacional Norte, que era na altura a zona mais perigosa da Região Militar de Angola.

 

Cerca de quatro anos depois foi desmobilizado, mas continuou em Angola e acabou por constituir família.

 

Anos depois regressou a Portugal, trazendo consigo não só a esposa como também dois filhos que entretanto haviam nascido.

 

Mesmo sabendo que nada ia resolver, pois o tempo não recua, não deixou no entanto de indagar, disfarçadamente, qual seria o paradeiro daquela que há muito o havia trocado por alguém que certamente a merecia mais que ele.

 

Só que não foi fácil, pois tinha que atuar sem provocar alarme na família que entretanto tinha constituído.

 

Para tal recorreu a amigos e familiares e foi desta forma que a conseguiu contactar.

 

Claro que além de matar saudades nada mais pode resultar dos breves e fugazes encontros que tiveram e assim cada um teve de continuar o caminho dos respetivos destinos.

 

Escrevo estas breves linhas em homenagem a esse meu velho amigo que comigo comungou as suas alegrias e tristezas durante estes mais de cinquenta anos.

 

Eu, apenas poderei louvar os sentimentos nobres pelos quais sempre se regeu este meu velho amigo.

 

 

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:48
música: O Mar Fala de Mim
11
Jan 12

 

T R A I Ç Ã O


http://youtu.be/iCUIoF1GycY

 

 

QUEM TE FEZ NASCER, PORTUGAL

 

TRAIÇÃO A PORTUGAL

TRAIÇÃO A QUEM FUNDOU, PORTUGAL

TRAIÇÃO A QUEM LUTOU E MORREU POR TI, PORTUGAL

TRAIÇÃO AOS “VIRIATOS” E AOS SEUS DESCENDENTES, PORTUGAL

ABAIXO OS TRAIDORES

 

 

Estas terras e as gentes que nelas ainda habitam deveriam merecer, sem favor, dos ,Iluminados que nos têm (Des)Governado, uma maior atenção e consideração não só pelas dificuldades que diariamente enfrentam, como também pela ocupação territorial que a elas PORTUGAL deve.

Sem a permanência destas gentes, Portugal passaria a ser uma pequena faixa litoral sem qualquer expressão quer na Europa, quer no mundo.

Estas Gentes são as NOSSAS RAÍZES!!

Estas Gentes e a maioria das que habitam o Interior Fronteiriço são o verdadeiro PORTUGAL PROFUNDO.

Todavia em vez do apoio que estas terras e estas Gentes lhes deveriam merecer, o único insentivo que lhes proporcionam é mais abandono com o aumento desmesurado das portagens que servem em especial as zonas do interior raiano.

Com as políticas palacianas que nos veem impondo, em especial nas últimas dezenas de anos, só têm contribuído para o abandono das populações e consequente desertificação do interior do país.

Nada de criarem infraestruturas agrícolas ou industriais para fixarem as populações e inclusivamente atraírem gentes mais novas com conhecimentos tecnológicos que poderiam propiciar um desenvolvimento mais consentâneo com os tempos que se vivem.

Nada disto estes fizeram ou fazem, estes Iluminados, a não ser arranjarem TAXOS para eles, para os familiares, os amigos e os capangas que os apoiam, fazendo crer que é o Povo que lhes bate palmas e o resultado destas políticas são, como todas as pessoas honestas podem contactar:

Encerramento de Hospitais, de Maternidades, de Centros de Saúde, de Postos Médicos, de Escolas, de Colégios, de Transportes Públicos de Farmácias, de Igrejas e enfim de tudo o que qualquer ser humano necessita para se fixar e poder viver uma vida minimamente decente.

Este é o país em que vivemos e onde as maioria das Leis que se fazem são sempre no sentido de proteger os Grandes, cuja Grandeza na maioria dos casos é proveniente de vigarices, de roubos ao Erário Público, de fugas aos impostos ou de Tachos que nada de bom trazem ao País a não ser descrédito.

Não se trata de se ser ou não apoiante do cumprimento das Leis, coisa que eu pessoalmente apoio INTEGRALMENTE.

Mas........

Vejamos: teve direito a notícia com grandes parangonas no Jornal Correio da Manhã de Domingo, esta notícia: - GNR PRENDE LADRÕES COM 20 Kg de PINHAS .

ENTRETANTO, NESTE MESMO PAÍS EM QUE VIVEMOS ASSISTIMOS A BANDIDOS QUE LEVARAM O PAÍS PARA O BURACO EM QUE SE ENCONTRAMOS E CONTINUAM A GOZAR DE GRANDES RENDIMENTOS OBTIDOS DAS FORMAS MAIS OBSCURAS QUE SE PODEM IMAGINAR .

Ficam sentados nos cadeirões da Assembleia da República durante meia dúzia de anos e saiem de lá com pensões de milhares de euros.

Do outro lado, a maioria dos portugueses, em especial os que trabalham os campos, depois de dezenas de anos de labuta, recebem reformas de míseras centenas de euros.

Será que só há leis para punirem os pequenos?

Não quero com isto dizer que apanhar pinhas em pinhal alheio não seja crime, mas....então e os outros?

Fazem falcatruas de centenas de milhões de euros e andam à solta; levam o país à ruína e nada lhes acontece?

E o coitado que apanhou pinhas que certamente acabariam por apodrecer no chão, leva logo o rótulo de LADRÃO?

Que gente é esta que nos governa e nos tem governado em especial nestas últimas décadas?

Que gente é esta que tudo faz para abandonar os povos do interior fronteiriço deixando-os ao abandono, retirando-lhes tudo que poderia contribuir para uma vida honrada e decente?

 

FAfonso

 

 

 

24
Dez 11

 

CONTO DE NATAL

 

O PASTOR E O SILÊNCIO

 

 

Na montanha onde o pastor apascentava as suas ovelhas, o vento frio que vinha dos lados da Serra da Estrela era de tal forma violento, que enregelava todo o corpo daquele idoso pastor, cuja vida tinha sido sempre pastorear ovelhas.

Todavia aquele Inverno parecia-lhe que estava a ser mais rigoroso do que o habitual.

Talvez fosse pela idade que já tinha. Os muitos anos que por ele já haviam passado iam deixando marcar e a energia de outros tempos ia-se desvanecendo.

Este era afinal apenas mais um Inverno que ia viver naqueles montes junto dos animais que de tanto os estimar, até lhes tinha dado um nome a cada. Ele conhecia-os tão bem que acabava mesmo por os identificar individualmente.

Na realidade eles faziam parte de si.

De resto quase poderia dizer que, na realidade eram a sua família.

É verdade que com a idade alguns iam morrendo, mas logo eram substituídos por outros que no rebanho iam nascendo

Faziam parte da sua família.

Bem, não era bem assim, pois com ele no monte vivia também uma sua irmã.

Era a Maria Antónia que, por nascimento tinha vindo ao mundo com um pequeno atraso mental.

Ele, conhecido por o João do Monte, -por lá passar a sua vida-, tinha também um problema que muito o amargurava. A sua perna direita era mais curta que a esquerda, o que o obrigava a coxear e por isso lhe dificultava o andar.

Amparavam-se um ao outro, mergulhados na tristeza de uma vida sem horizontes.

Para eles o mundo eram os montes onde viviam.

Havia ainda outro irmão mais velho que eles, o “Senhor Joaquim”.

Mas esse era apenas o Patrão

Não sabe se pelas deficiências que ele e a irmã tinham, ou se por qualquer outro motivo, mas a verdade é que na realidade o Senhor Joaquim, -que era assim que gostava que o tratassem-, para ele e sua irmã Maria Antónia não passava do Patrão e eles de seus criados.

Tinham sido colocados ainda jovens naquela propriedade do monte que era conhecida pelo nome de a “Quinta do Sabugueiro”, e que o irmão dizia que a tinha comprado em vida aos pais e ali permaneciam tratando do gado e da horta de onde saíam tudo o que era fruta e legumes para abastecer a casa do Senhor Joaquim.

Os seus pais, devido a uma epidemia que assolou a região e por falta de assistência, tinham falecido ainda eles eram criancinhas muito novas.

De raro em raro um deles ia à povoação mas, chegavam já tardinha e logo tinham de regressar.

Até dava a impressão que o Senhor Joaquim não queria que os habitantes da aldeia os vissem na sua companhia e, por tal motivo, logo que descarregavam os géneros alimentícios que traziam no burro para consumo do Patrão, regressavam à “Quinta do Sabugueiro”.

Na Quinta, além dos cabanais e do “bardo” para recolha dos animais, havia também uma cabana com dois quartos, um para cada e um outro compartimento maior que servia de cozinha e de sala. Era neste compartimento que ele e a Maria Antónia passavam horas seguidas à noite, em especial no Inverno, junto à lareira.

Tanto ele como a irmã não sabiam ler e por isso a conversa entre eles baseava-se sempre naquilo que os rodeava:- os animais, o tempo que fazia e a horta.

Contudo havia uma época do ano, que coincidia sempre com a altura em que mais frio fazia e em que o Patrão, o Senhor Joaquim, lhes ordenava que levassem mais géneros alimentícios, que lhe trazia uma imensa tristeza.

Em especial a ele, pois a Maria Antónia mal se apercebia do que a rodeava.

Era o dia de Natal e em especial a noite que o antecedia.

Esta enorme tristeza era-lhe lembrada pelo toque do sino da Igreja, o qual, embora distante, e devido ao silêncio da noite, era perfeitamente audível na “Quinta do Sabugueiro”.

É que embora fosse muito pequeno, lembrava-se, antes dos pais falecerem, de ter ido àquela hora à missa a que ouvia chamar “Missa do Galo”.Recordava com todo o pormenor uma construção coberta de musgo e ornada com diversas figuras feitas de barro pintado de diversas cores.

Na sua memória de jovem que na altura era, lembra-se de haver naquela construção a que chamavam Presépio, uma vaca, um burrinho, três camelos, algumas ovelhas e diversas figuras que representavam pessoas. Os seus pais diziam-lhe que eram os três Reis Magos, mais uns pastores e ainda uma Família que eles diziam ser Maria,José e um Menino muito pequenino a que chamavam Jesus.

Aquele Presépio era na verdade muito bonito mas, o que lhe chamava mais à atenção era o facto de todas as pessoas que estavam na igreja de alinharem e em fila iam beijar aquela pequenina Figura, que era exatamente o Menino Jesus.

Todavia uma coisa o entristecia imenso era o facto do menino estar deitado numa manjedoura, sobre os restos da palha que os animais tinham deixado.

Tudo isto ele tinha gravado no seu subconsciente e com todo o pormenor guardava na sua memória e, fechando os olhos, beijava-a, lembrando aquelas distantes noites e as suas respetivas “Missas do Galo”.

Lembrava-se também que ao chegarem da missa toda a família se reunia e comiam o “arroz do galo” assim como uns fritos chamados filhós de que muito gostava mas que raramente voltou a saborear.

Lembrava-se.......e em silêncio todos os anos, naquele mês frio de Dezembro, ele ia ao monte procurar musgo para fazer o seu Presépio que ornamentava com figuras idênticas às que vira no Presépio da sua aldeia, mas estes feitos de madeira que tinha esculpido com todo o carinho e, como que em oração recitava:

 

Ó meu Menino adorado

Lembra-te sempre de mim

Tu és o meu Deus Sagrado

Por isso te peço assim

 

Eu também já fui menino

Também tenho a minha cruz

Sofro desde pequenino

Ajuda-me Menino Jesus

 

Tu nasceste num palheiro

E morreste numa cruz

Parece que o mundo inteiro

Se esqueceu que és Jesus

 

 

FAfonso

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:58
19
Dez 11

 

 

O BLOG

 

PROENÇA-A-VELHA

 

http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/

 

DESEJA A TODOS OS QUE O VISITAM

 

UM PRÓSPERO

 

E

 

 

 

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:15
17
Dez 11

 

TEMPO DE NATAL

 

Com o aproximar do fim do mês de Dezembro, aproxima-se também a data que os povos onde se professa a religião católica tem por costume comemorar o nascimento de Jesus:

O NATAL.

Todavia esta data vai perdendo quase tudo o que a tradição natalícia nos trazia, em especial no que respeita aos preceitos verdadeiramente religiosos.

Hoje, para a grande maioria das pessoas, mesmo para aquelas que se dizem professarem a religião católica, esta data é mais um dia para dar e receber prendas, a maioria das quais são de seguida metidas num armário qualquer lá de casa, do que a comemoração do nascimento do Menino Jesus.

Claro que me estou referindo àquelas famílias onde o dinheiro ainda é rei e por isso é gasto da forma mais desregrada que em nada se coaduna com a crise em que o país de encontra.

Mas......,e os outros? Aqueles que não têm emprego, que não têm esperança e que também têm família?

Como passaram esse dia as centenas de milhares de portugueses e mesmo milhões em todo o mundo, onde o dinheiro não chega nem sequer para uma refeição razoável?

Temos de concordar que vivemos num mundo em que o sentido humano se está perdendo a cada dia que passa.

Onde está a justiça que Aquele Menino durante 34 anos tentou incutir no espírito humano e pela qual deu a própria vida?

Para ti, para mim e de uma forma geral para todos nós, relembro algo que em tempos escrevi.

 

 

E eu?

Toda a gente se esqueceu?

 

Ninguém se lembra de mim?

Foi para isto que eu vim?

 

Eu também sou menino!

Sou o que nasceu em Belém!

Não vos fiz nada de mal !

Sou a razão do vosso Natal!

 

Sou Aquele a quem chamais Jesus!

Que Maria numa gruta deu à luz.

E por que vós morreu numa cruz

 

Recordam-se? -Eu existo!

Não se lembram, está mais que visto

Mas eu vos digo,

O meu nome é Jesus Cristo.”

 

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:19
24
Nov 11

 

 

II

OUTONO E INVERNO

 

 

Com o aproximar do Outono, as folhas das velhas árvores que ladeavam a rua, começaram a mudar de cor.

Era o prenúncio de que o tempo de vida das mesmas começava a caminhar para o seu fim.

A sua cor amarelada era a demonstração do início do fim da sua existência.

Visto de certa distância, e em especial quando os raios solares incidiam em determinado ângulo, até dava um certo encanto aquele “túnel” que as árvores formavam, ao mesmo tempo que as folhas coloridas de um amarelo/dourado iam formando um autêntico tapete.

As folhas iam caindo em maior ou menor quantidade consoante a violência das rajadas de vento que iam fustigando as velhas árvores.

Era um espetáculo ao mesmo tempo triste e deslumbrante.

As árvores cada vez mais iam ficando “depenadas” e a rua cada vez mais dourada pela quantidade de folhas que ao cairem iam cada vez mais tapeando a rua.

O verde que outrora dava um ar primaveril àquela artéria da cidade, estava agora a prenunciar que o o Outono estava no fim e que o inverno não tardava a chegar.

Até a passarada que havia povoado e nidificado naqueles gigantes da natureza tinham desaparecido.

Mas elas, as velhas árvores, que haviam resistido a tantos temporais e Invernos rigorosos, iam sofrer uma dolorosa e última surpresa.

O Homem, a quem elas tantos anos tinham, gratuitamente, fornecido refrescante sombra, aproximava-se com um exército de máquinaria com o objetivo de as arrancar ao chão que durante tantos anos as haviam alimentado.

De nada valeu aquela inscrição que alguém plantou no tronco do mais velho exemplar das árvores daquela rua.

As máquinas avançaram e o prazer que aquelas árvores me davam sempre que aquele ciclo da natureza se realizava, chegou ao fim.

Tardariam muitos anos até que novamente outras que ali plantassem pudessem servir de "casa e abrigo" às diversas aves que ali se refugiavam e mesmo nidificavam.

E eu, cujo ciclo de vida também as ia acompanhando, tive que me resignar e compreender que havia uma certa analogia entre as Estações do ano que regem a vida da Natureza, mas também a minha vida que é, ao fim e ao cabo a vida de todos nós.

 

 

 

 

 

 Também eu que da minha varanda ia com tristeza assistindo ao desenlace final, lembrava que quando saí da minha terra deixei as minhas raízes jovens e fortes na terra que me viu nascer e agora da Primavera que deixei ao partir, apenas iam restando uns resquícios do Outono e o rápido aproximar do Inverno que inevitavelmente ia chegar.

Era o Ciclo que se ia completando.

Era o meu ciclo que caminhava par o fim, tal como estava acontecendo com aquelas velhas árvores, cujo fim tinha chegado.

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:01
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