PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
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Dez 08

 

 

 

(Narrativa de um Natal emProença a Velha

 

 

 

 

 

 

 NARRATIVA DE NATAL

 

 

 

 

Havia no semblante das pessoas algo de especial que pronunciava o aproximar de uma quadra que na alma das gentes daquela terra do interior fazia acelerar o bater dos corações.

 

 

 

 

  • Naquela aldeia não havia neve, todavia a vida palpitava.

As árvores não se apresentavam cobertas de branco e as crianças não brincavam às bolinhas de neve.

Era o Natal que se aproximava em largas passadas.

  • Começavam a ouvir-se, aqui e ali, aquelas quadras natalícias, características da época que se aproximava.

Contudo, naquela aldeia beirã não havia supermercados com montanhas de brinquedos, nem carteiras recheadas de dinheiro.

  • Na sua grande maioria os habitantes eram pessoas de pequenas posses económicas, pois na quase totalidade, trabalhavam na agricultura que, como em todo o Portugal, era muito mal remunerada.

(Aliás, ainda hoje o mesmo se passa).

  • Havia frio, havia muita chuva e havia também o desejo que o Menino Jesus viesse com boas novas.

Pedia-se saúde e o "pão de cada dia" para todos.

  • As crianças e não só, aguardavam pela noite de natal, sonhando com as filhós, com a missa do galo e com o calor que o "Madeiro" prostrado frente ao Cemitério iria proporcionar.

A rapaziada, jovens entre os quinze e os vinte e tal anos não davam descanso às silvas secas que encimavam as paredes dos "chãos" em redor da Igreja Matriz.

  • Era com elas que iam ateando fogo ao velho, grande e apodrecido tronco de sobreira que, naquele tempo, unicamente sob força humana, era trazido da "Tapada do Marquês" até junto da Velha Igreja Matriz no chamado e festejado "Dia do Madeiro".

Entretanto, o pastor, mesmo ao frio e à chuva, tinha que diariamente levar o seu rebanho para as encostas onde havia alimento para o mesmo, mas onde o vento gelado mais se fazia sentir.

  • Ali, naquela aldeia, que era a minha, não havia a euforia dos sacos cheios de compras. Mas ali, naquela aldeia beirã, havia uma comunhão das realidades sociais que hoje, tudo visto à distância de largos anos, tenho de concordar que além do mais, havia amor e amizade entre as pessoas; bens que nos tempos que correm, vão rareando.

Naquela aldeia, que era a minha, eram raríssimos os lares onde não se faziam as desejadas e festejadas filhós.

  • Regra geral as excepções eram aqueles que estavam de luto recente, os muito idosos e aqueles, -que também os havia, -que de tão pobres que eram-, não tinham posses para as fazerem.

Contudo, era hábito que estas pessoas não ficassem sem as muito desejadas filhós. Pois era normal ver os vizinhos com um prato coberto com um napperon bordado em linho branco, levar sob o mesmo entre meia dúzia e uma dúzia daquela especialidade Natalícia de que todos tanto gostavam.

  • De tal forma que, chegava a ser natural que essas pessoas não fazendo filhós, chegassem a ficar com maior quantidade do que se as fizessem. 

Árvores de Natal? Enfeites de Natal? Imagens de Natal? Naqueles tempos e naquela aldeia esses luxos não existiam.

  • Mas, em muitos lares, arranjava-se um pinheirinho, uma cesta de musgo que se apanhava no campo e faziam-se umas imagens em papel que representassem a Senhora, o Menino, São José, o burrinho a vaquinha e outro animais e assim se tentava fazer uma "reprodução "daquilo" que se terá passado em "Belém da Galileia" há dois mil e oito anos.

Este era um Presépio feito de amor e realidades. Sem luzinhas a piscar mas, aqui e ali com "tocos" de vela acesos para iluminar as figuras feitas de papel, que animavam a alma daquelas gentes simples mas de convicções religiosas profundas.  

  • Na Igreja Matriz, à meia-noite, realizava-se a Missa do Galo que, embora o frio e ou a chuva fosse muita, não impedia que a Velha Igreja se enchesse daquelas gentes simples e algo rudes, mas que acima de tudo ponha a sua Fé no Menino que naquela noite ia nascer. 

E, na sua Fé, ternura e simplicidade, iam cantando

 

Ó meu Menino Jesus 

Ó meu Menino tão Belo

Logo vieste nascer

Na noite de caramelo

 

 

 

 

03-12-08

 

Francisco Afonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 13:55
Olá, Afonso! Tenho vindo ao teu blog apesar de não deixar qualquer comentário. Gostei desta tua descrição do Natal. Tão simples, e tão verdadeira. A verdadeira essência do Natal está aqui. Não é preciso neve, nem prendas, não é preciso centros comerciais ou supermercados, grandes árvores decoradas e ricos presépios. Hoje em dia, damos tanto valor a estas coisas que a grande maioria de nós esquece-se que a grandeza do espirito de Natal está dentro de nós e nas coisas mais simples da vida. A minha avó ensinou-me a nunca me esquecer disto. E orgulho-me de ainda hoje eu o lembrar. Beijos.
soumaiseu a 10 de Dezembro de 2008 às 01:25
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