PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
17
Set 09

 

 

EM PROENÇA-A-VELHA

 

COMO É BOM RECORDAR!.......

(caminhando)

-VELHA OLIVEIRA-

 

"O teu tronco envelhecido

Lembra-me a minha juventude

Tu és o tronco amigo

Onde me deleitei a miude"

 

Com o passar dos anos a nossa memória vai lentamente sendo apagada.

 

Há no entanto certas passagens, em especial da nossa juventude, que se grudam de tal forma em nós, que não há nada, nem mesmo os muitos anos passados, que as elimine da nossa mente.

Vem isto a propósito da da fotografia que encima a pequena história que aqui vou narrar, passada na minha juventude.

Sempre tive uma adoração muito especial por tudo o que sejam aves (ainda hoje essa adoração permanece e, de tal forma, que tenho na minha casa rolas, piriquitos, bicos de lacre e mandarins), e, por tal facto, enquanto jovem e residente na minha pequena mas linda aldeia, tudo fazia para ter na minha posse alguns pásaros.

Aqueles de que eu mais gostava, eram as rolas.

Mas não desprezava a oportunidade de poder deitar a mão a qualquer outro que me aparecesse a jeito.

Não havia pinheiro, sobreira, azinheira, oliveira ou qualquer outra árvore que me escapasse, desde que me parecesse que lá, mesmo que muito alto fosse, estivesse estivesse um procurado ninho.

Escusado será dizer que algumas "quedas" e calças rasgadas fizeram parte dessas aventuras de jovem e irrequieto que eu sempre fui.

 

Enquanto vivi em Proença, acho que vivi com os meus pais em três locais: O primeiro, durante os meus primeiros meses de vida, foi numa casa situada numa travessa que parte da rua do Espírito Santo e termina nas traseiras da Igreja da Misericórdia; A segunda foi na rua Nova da Devesa e, por pouco tempo, no Largo do Adro.

Foi contudo na Devesa que eu me criei e onde vivi quase a totalidade dos anos em que residi em Proença.

Por isso, quando agora, ao fim de tantos anos passados, lá voltei, não pude deixar de visitar de forma sentida "a casa da Devesa" e também "a casa do Adro".

Mas "a da Devesa" é na verdade aquela que mais ficou gravada na minha memória.

 

Bem perto da minha casa havia o Chafariz da Devesa e, junto a este, o Campo de Futebol do qual tantas recordações tenho.

Ao fundo do Campo (onde, no meu tempo se realizaram alguns importantes desafios entre Proença e Medelim e entre Proença e São Miguel,), hoje abandonado e transformado em silvado havia, e calculem que ainda lá está!-, uma velha oliveira que, como se pode ver nitidamente pela foto, (eu fui visitar esta velha árvore e fotografei-a), junto dela revivi as imensas vezes que a "visitei" e, aquela "toca" incrustada no seu velho tronco, era o motivo das minhas inúmeras visitas.

Acontecia que dentro daquela "toca" escavada pelo passar dos tempos, todos os anos havia pássaros que lá iam fazer o ninho e eu, "doido" que era por pardais, sempre que me dirigia à horta que os meus pais tinham nos "pinheiros", fazia com que o percurso passasse pela velha oliveira e, lá ia eu meter o braço, na esperança de apanhar algum pássaro. E diga-se que na verdade foram diversos os que lá apanhei.

Até que, certo dia, aproximando-me sorrateiramente, como sempre, evitando fazer o menor ruído possível, como habitualmente fazia, meti a mão na "toca" na esperança de mais uma caçada mas, nunca a retirei tão rapidamente como dessa vez.

Pois aconteceu que ao retirá-la, trouxe agarrada à mão uma cobra que entretanto ali se tinha dirigido certamente com o objectivo de comer os ovos que os "meus" pássaros ali iam pondo.

A cobra quando sentiu a mão do intruso, não teve dúvidas que estava a ter concorrência e resolveu, sem aviso prévio, dar-me uma valente mordedela, de tal forma que só me largou a mão depois de eu muito a sacudir ao mesmo tempo que batia com ela no tronco da velha árvore.

Lembro-me bem que, depois do bicharoco me ter deixado a mão, eu, embora todo arrepiado, mas como ela estava meio atordoada das pancadas que tinha levado contra a oliveira, ainda acabei por lhe "limpar o cebo" com umas pedradas na cabeça.

Maldito bicharoco que interrompeu as minhas "caçadas" de uma forma tão hostil.

A partir daquele dia tive que passar a adoptar uma "táctica" diferente.

Levava um pauzinho comprido numa mão e um pano grosso na outra. Com o pano tapava quase integralmente a saída da "toca" e com o pauzinho ia tocando o fundo. Se lá estivesse algum pardal eu pelo toque certamente me aperceberia, pensava eu.

Mas a verdade é que, talvez porque a cobra tenha deixada o seu odor impregnado no interior da "toca", a partir desse dia nunca mais voltei a apanhar nenhum pássaro naquela "minha reserva de caça".

Ficou todavia na minha memória a lembrança desta pequena história e a saudade que agora "matei" ao visitar esta "velha e amiga árvore"

 

É pois a ti, velha companheira de tantas tardes e de tantas alegrias que me deste, que eu dedico estas linhas, ao mesmo tempo que relembro com saudade esses tempos que jamais voltarão, mas que foram bons e que para sempre relembrarei com nostalgia e amizade.

 

E SE O TEMPO NÃO ANDASSE

E SE A IDADE PARASSE

E SE O TEMPO REGRESSASSE

E O MUNDO NÃO SE GUERREASSE

 

COMO SERIA?

 

TU OLIVEIRA VELHINHA

QUE TANTA ALEGRIA ME DESTE

CONSERVA-TE MESMO SOZINHA

PORQUE TU TUDO MERECES

 

 

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 18:18
sinto-me: Reconfortado
música: modas e adufes-http://www.youtube.com/watch?v=HWmznqx2M8k
Olá, Afonso!
Eu sabia que debaixo dessa tua barba e bigodes brancos ainda se esconde um menino travesso! Com que então ninhos, hein? Pareçe que esse era um passatempo comum para as crianças de antigamente. Os meus pais também tinham por hábito andar à procura de ninhos de pássaros... Mas nunca tiveram um encontro imediato de terceiro grau com uma cobra! :-) Maroto! Com que então pensavas que só tu tinhas direito ao buraco da Oliveira? Não querias mais nada! LOL! Fizeste-me regressar à tua infância num passeio muito agradável! Obrigada! Fico à espera de mais histórias! Beijo grande!
São
soumaiseu a 19 de Setembro de 2009 às 13:07
Olá São

Qualquer dia vou tirar esta coisa do bigode e da barba, pois paece-me que há pessoas que pensam que eu escondo algo.
Qualquer dia vou escrever mais umas coisas. devo dizer que tenho pelo menos mais duas ou três passagens em que as cobras foram o centro.
Mas isto de pássaros e tal como tu dizes, é um vício que se apanha de pequeno.Por isso é que eu ainda hoje sou doido por pássaros.
Mas essa da cobra foi real e devo dizer que ainda hoje não sei como reagi de forma a limpar o cebo áquela bicharoca.
É como o outro disse: "quem se mete comigo leva"

Um abraço
Afonso
Não faças isso! Acho que a barba e o bigode te dão um ar muito fofo! Por mim não precisas de os tirar! Ficarias estranho! Gosto do menino travesso que tens aí escondido... se tirares a barba e o bigode onde é que ele depois se vai enfiar? Pois é! Quanto às cobras és realmente uma pessoa de fibra! Eu teria ficado petrificada! Como tu sabes gosto muito de animais mas as benditas cobras não fazem parte da lista! Detesto cobras e osgas! Tiveste sorte não ser venenosa! E ainda por cima tens mais histórias com bicharocas?! Eu acho é que elas gostavam de ti....
Beijo!
São
soumaiseu a 20 de Setembro de 2009 às 11:31
Olá, Afonso!
Por onde andas? Está tudo bem contigo?
Ainda estou à espera de mais aventuras tuas... Sim! Já sei! Devo ser mais chata do que os teus netos sempre a pedir mais uma história! Olha, sabes o que te digo? Paciência! Tens de me aturar a mim também!!! :-)
Beijos!
São
soumaiseu a 10 de Outubro de 2009 às 13:35

Oi !
Tudo bem convosco?
Espero que sim.
Não São. Não és nada "chata" e é sempre com muito prazer que leio as tuas "mukandas".Não penses que pelo facto de ultimamente não ter "botado faladura" no meu blog, isso se deva a algo especial.
A minha saúde vai indo bem e eu tenho acompanhado o teu blog diariamente. Desde as traquinices da tua "menina dos olhos", até ao teu encontro "afabilíssimo” com a tua "querida antiga colega" dos tempos do "toca ó telefone numa hora !, toca!..toca".
Na verdade há pessoas que têm o condão de nos tirarem do sério, mas para essas acho que o melhor é não lhes passar cartão.
Olha, como atrás digo, tenho acompanhado sempre o teu blog e não só. A propósito uma pergunta: A Nany do teu blog é a tua prima que estava contigo aquando do nosso encontro em Proença?
Quanto a escrita, qualquer dia vou “postar” mais qualquer coisa.

Um beijinho

Afonso
Olá, Afonso!

Fico feliz por saber que estás bem!
Pronto! Já vi que apesar de silencioso andas em cima do acontecimento! Não perdes uma! Fazes bem! Eu também gosto imenso de andar sempre a bisbilhotar os blogs dos outros! É como espreitar para uma janela sempre que vejo uma luz acesa e cortinados abertos... não resisto!
Em relação à Nany, não, não é a minha prima. A minha prima é a que estava comigo quando nos vimos em Proença. Chama-se Teresa e tratamo-nos mutuamente por "Bruxa" desde miúdas! A Nany é uma grande amiga. A minha melhor amiga, o meu refúgio. A primeira pessoa a quem melgo quando tenho problemas. Conhecemo-nos na Vodafone, fomos colegas de trabalho. Primeiro conheci o marido dela e só depois a ela. Foi uma pessoa por quem me "apaixonei" desde o ínicio porque somos muito parecidas em tudo, e também porque temos questões "familiares" extremamente semelhantes... como o tempo viemos a descobrir que as nossas mães trabalharam juntas durante algum tempo. O mundo é pequeno! Tornamo-nos amigas. É uma pessoa muito especial! E tu só não a conheceste também em Proença porque houve mudança de planos em cima da hora: a Nany esteve para ir à festa do Sr do Calvário connosco! Talvez para o ano as coisas corram melhor e possamos ir todos! Tenho a certeza que ias gostar muito dela!

Bjocas Fofas!

São
soumaiseu a 11 de Outubro de 2009 às 13:17
Boa tarde São

Em relação à tua prima Teresa, está desfeito o equívoco, embora eu também tivesse dúvidas. Pois como verificaste eu de vez em quando dou umas voltas pelos blogs dos teus amigos e como tinha dúvidas resolvi tirá-las. Então quer dizer que a Tereza nao tem blog, o que é pena.Quanto à tua amiga Nany, já verifiquei que é de facto o teu "muro das lamentações".Mas é assim São, todos nós temos o nosso "muro", só que às vezes é um "muro" imaginário e outras desabafamos com Deus.
Mas é sempre bom ter amigos/as.

Um beijão

Afonso

Olá, Afonso!

Pois é! A minha prima não é dada a estas coisas da internet... nem liga nenhuma a blogs... só espreita o meu meu, porque é meu, e assim vai sabendo algumas coisas da afilhada... falamos muitas vezes por telefone mas há sempre alguma coisa que me esqueço de contar!
A Nany também fala muitas vezes com Deus... tem uma fé inabalável! Eu confesso que tenho os meus dias... mas já estive bem mais distante de Deus... o nascimento da Rita mudou tudo na minha vida, até a minha fé! Desde essa altura que passei a ver Deus como um aliado e não como um opositor... continuo a ter os meus dias, mas agora ando lá mais perto!

Bjocas!

São
soumaiseu a 13 de Outubro de 2009 às 12:40
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