PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
19
Fev 09

 
HAVERÁ DINHEIRO QUE SE POSSA EQUIVALER À FELICIDADE QUE SENTIMOS AO LADO DOS NOSSOS NETOS? DE CERTO NÃO HÁ NADA QUE POSSA IGUALAR O QUE SENTIMOS NO NOSSO ÍNTIMO, QUANDO BEIJAMOS E ABRAÇAMOS ESTAS FONTES DE VIDA QUE NOS PROLONGAM  E PREPETUAM NO TEMPO E NO ESPAÇO.

São traquinas e na sua ingenuidade até nos podem magoar. Mas mesmo nessas alturas não deixam de ser um bálsamo para os nossos males, para as nossas doenças e para tudo o que de menos bom a vida nos presenteia.

 

 "Por isso , se me prguntarem como foi a minha vida, sem exitar direi:....LUTEI...AMEI..... FUI AMADO"e, PARA TODO O SEMPRE GUARDAREI NO MEU CORAÇÃO só o que de bom a vida me deu.

FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:15
sinto-me:
11
Fev 09

 

 

 

PROENÇA-a-VELHA

(terra do interior abandonado)

 

POR TERRAS DO MARQUÊS VELHO

 

Eram outros tempos. A vida não era fácil para a maioria das pessoas que viviam e

trabalhavam nas aldeias do interior do país.

Os ordenados eram pequenos e o horário era " de sol a sol".

Mas mesmo assim, nem sempre havia trabalho para toda a população.

Por isso, era quase com um misto de agradecimento e raiva que se aceitava aquela situação de ter que se trabalhar muito para se ganhar pouco. E não se pense que os únicos culpados eram os proprietários da quase totalidade dos prédios rústicos que havia nas redondezas daquela povoação do interior quase fronteira do centro norte deste nosso Portugal.

Na verdade, eles eram na maior parte dos casos, a parte menos visível. Havia por exemplo um, que era o maior empregador e que apenas visitava a aldeia, em regra, uma a duas vezes por ano.

Era mesmo o protector de algumas famílias que, não fosse a ajuda e protecção que o mesmo lhes dava, teriam certamente uma existência bastante difícil, se não impossível. Recordo pelo menos cinco desses agregados familiares.

Tratavam-se de famílias em que o "cabeça" de casal, o homem, era deficiente físico e que por isso sem a compreensão deste abastado latifundiário a subsistência do agregado familiar seria impossível.

Mas tinha a representá-lo e a dirigir os destinos daquele "império rural", um feitor nada afável para com aquelas gentes;- homens, mulheres e jovens de ambos os sexos que ali "enterravam" as suas vidas e os seus sonhos, trabalhando sem vislumbrar horizontes.

Este, para o coadjuvar escolhia "a dedo"alguns capatazes, a maioria dos quais não pelas suas capacidades humanas e de trabalho mas sim pela rudeza e intransigência com que tratavam os seus conterrâneos.

Eram pessoas sem cultura e grande parte deles ou eram analfabetos ou quase.

É verdade que havia alguns que tinham habilitações literárias e conhecimentos de cultura geral que até se podiam considerar demasiados para o meio e, talvez por isso mesmo, nunca eram escolhidos para lugares de chefia.

Gente boa, com alguns conhecimentos literários, culta e boa de sentimentos não tinha cabimento em cargos onde estas qualidades representavam o oposto do desejado.

Um desses, que eu bem conhecia, dava pelo nome de António Afonso, o qual, pelos ensinamentos literários que transmitiu a diversos conterrâneos, ajudando-os a sair do analfabetismo, foi mesmo a podado por alguns amigos e conterrâneos e inclusive pelas Autoridades Escolares do concelho a que pertencia, como "Professor do Castelo", em homenagem à rua onde nasceu e viveu até se casar.

Hoje, passado mais de meio-século, tudo é diferente; felizmente para melhor.

Dos que sofreram estas agruras e dificuldades, a maioria já não se encontra entre nós e para os seus descendentes, de jovens que eram na altura, de pouco se recordam e tudo fazem para esquecer. Uma grande parte encontrou na imigração a solução para melhorar as condições de vida, tendo por isso saído do país. Os restantes, quase a totalidade, procurou nas cidades uma melhoria das condições de vida que a terra natal lhes não podia propiciar. É todavia de louvar o entusiasmo com que alguns destes, enfrentado as imensas dificuldades que lhes vão surgindo para, honrando a memória dos seus antepassados, continuarem a manter vivas a maior parte das tradições ancestrais daquela terra do interior, fundada há mais de 800 anos, que já foi Vila e que hoje, mercê dos tempos que correm e das erradas políticas que vêm sendo seguidas pelos últimos governos, está a ficar quase deserta.

PROENÇA-A-VELHA, pois é a essa terra beirã que me venho referindo, é bem o espelho do Portugal-interior-abandonado.

Contudo, o ocaso desta terra e o abandono das suas gentes resistentes, não é, infelizmente, caso raro neste país. Larguíssimas centenas de terras do interior sofreram e continuam a sofrer este insultuoso abandono que, só não é total porque, como atrás referi, alguns resistentes vão lutando para que tal não aconteça.

Mas, eu deixo uma simples pergunta:- A continuar este abandono do interior de Portugal, o que será Proença-a-Velha daqui a vinte-trinta anos? Será que ainda existe?

E se ainda existir, qual será a "vida" que nela se desenvolverá?

Ainda existirá o "Madeiro"?, o Natal?, a Missa do Galo?, a Páscoa?, a Senhora da Granja?, a Senhora da Silva?, a Semana Santa?, o Senhor do Calvário?

Queria dizer que sim, mas, por este andar, que me desculpem os que conhecem a região onde Proença-a-Velha se insere, eu não acredito que algo do que refiro exista.

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:35
07
Fev 09

 Àqual se o Céu  me dá que eu sem perigo

Torne, com esta empresa já acabada,

Acabe-se esta luz ali comigo.

Esta foi Lisitânea, derivada

De Luso ou Lisa, que Baco antigo

Filhos foram, parece, ou companheiros

E nelas os íncolas primeiros»

(De "os Lusíadas.LCamões)

(

LÊ, MEDITA, LEMBRA-TE  DELES E ACTUA!!

 

 

Caros amigos/as

 

Vós que certamente por um acaso viestes visitar o meu blog, peço-tvos que mediteis  no que em seguida ides ler.

Lembrai-vos que certamente algum amigo ou familiar vosso pode ter ficado sepultado em terras africanas em cemitérios improvisados, sem que os seus mais directos familiares lhes pudessem dar um último ADEUS.

LEMBRAI-VOS DELES E HONRAI-OS.!

Difundi junto dos vossos familiares e amigos esta campanha  colaborai para que AQUELES QUE DERAM A VIDA PELA PÁTRIA, A ELA POSSAM REGRESSAR.

É TEMPO DOS VERDADEIROS HERÓIS REGRESSAREM PARA QUE ENFIM TENHAM PAZ.

Um abraço para todos e um muito obrigado

 

FAfonso

Ex-combatente

(de-Proença-a-Velha 

 

E SE ELES VOLTASSEM? O que lhe dirias?


Tu, que não tiveste coragem de dizer não àqueles que deles se riam

Tu, onde a cobardia se esconde e a maldade habita, tem coragem uma vez!

Diz NÃO a quem deles fez troça

Diz SIM a quem por eles chorou

Lembra-te que eles como tantos outros apenas obedeceram e CUMPRIRAM

Foram estes HERÓIS ANÓNIMOS que nunca chegamos a conhecer

Que fizeram crescer e viver este pedaço de terra a que chamamos PORTUGAL

É por eles que em todas as aldeias, vilas e cidades deste nosso Portugal “OS SINOS DOBRAM

E tu, que fizeste para mereceres viver à sombra desta bandeira pela qual tantos deram a vida?

 

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De: Movimento Cívico de Antigos Combatentes 2006 <m.civico.antigoscombatentes.2006@gmail.com>
Assunto:
PETIÇÃO PELO RESGATE PARA PORTUGAL DOS MILITARES MORTOS NA GUERRA DO ULTRAMAR/GUERRA COLONIAL 
Pontos de recolha de assinaturas e informações:

PORTUGAL
Abrantes - Alferrarede - Almada - Alpiarça - Alter do Chão - Alto Tâmega - Amadora - Asseiceira/Tomar - Aveiro - Barreiro - Braga - Caminha - Caneças - Castelo de Paiva - Constância - Ermesinde - Esposende - Faial - Figueira da Foz - Gafanha da Encarnação - Gondomar - Guimarães - Lagoa - Lisboa - Lousã - Mafra - Marco de Canavezes - Marinha Grande - Matosinhos - Mem Martins - Olhão - Paredes - Pedone - Ponte de Sor - Portimão - Porto - Rio de Mouro - Rio Maior - Samora Correia - Santarém - S. Facundo - S. João da Madeira - Sesimbra - Setúbal - Sines - Sintra- Sobreda/Almada - Terras de Santa Maria - S. Pedro de Alva - Tondela - Vale Frechoso - Valença do Minho - Vila das Aves - Viana do Castelo - Vila Nova de Gaia - Vila Nova da Barquinha
 
 
- Moreira Marques, presidente da Junta de Freguesia
Que realizou o feito notável de, sozinho, se ter deslocado a Moçambique e resgatado os restos mortais de dois militares portugueses que morreram em combate. Estes militares, eram naturais da Freguesia de S. Miguel do Outeiro, da qual Moreira Marques é Presidente.
 
Movimento de Antigos Combatentes:
 
Os antigos combatentes estão mobilizados para que se faça a transladação dos irmãos de armas que morreram durante a guerra colonial e foram abandonados.
 
Criado em Outubro de 2006, o Movimento Cívico de Antigos Combatentes, lançou em 10 de Junho de 2008 uma gigantesca campanha de recolha de assinaturas para uma Petição a entregar à Assembleia da República.
 
Esta campanha foi possível com o apoio dos combatentes de África e de outros cidadãos, também eles chocados com a realidade desses locais, mostrados na reportagem da RTP de 20 de Setembro de 2006.
Nessa reportagem, podem ver-se lixeiras e construção de casas por cima de campas de militares portugueses no cemitério de Bambadinca, na Guiné-Bissau, perante a passividade das autoridades portuguesas em Portugal.
 
Revoltados com a situação, os antigos combatentes responderam em massa à chamada. Seis meses volvidos sobre o início deste combate sem armas, os soldados de África estão mais do que nunca envolvidos nesta luta que querem ganhar.
 
Um único objectivo:
Conseguir que até 10 de Junho de 2012, os restos mortais dos militares que morreram em combate pela Pátria e ainda lá se encontram, abandonados e sem dignidade, regressem finalmente a Portugal, tenham a homenagem que merecem, entregues às famílias e amigos para, finalmente, poderem repousar em paz num local digno.
 
Participam e colaboram nesta missão:
 
  • MCAC – Movimento Cívico de Antigos Combatentes
  • APVG – Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra
  • ANCU – Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar
  • ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas
  • APOIAR – Associação de Apoio aos Ex-Combatentes Vitimas do Stress de Guerra
  • APEM – Associação Portuguesa de Ex-Combatentes Militares
  • ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias
  • APA – Associação de Praças da Armada
  • Associação dos Antigos Combatentes do Ultramar do Concelho de Cuba
  • Associação de Pára-quedistas de Terras de Santa Maria
  • Associação de Pára-quedistas de Guimarães
  • Alguns Núcleos da Liga dos Combatentes
  •  
  • PONTOS E LOCAIS DE INFORMAÇÃO E RECOLHA DE ASSINATURAS:
 
PORTUGAL:

Abrantes – Alferrarede – Almada – Alter do Chão – Asseiceira – Aveiro - Barreiro - Braga – Caminha – Caneças – Castelo de Paiva – Constância - Ermesinde – Figueira da Foz – Gafanha da Encarnação - Gondomar – Guimarães - Lagoa – Lisboa – Lousã – Mafra – Marco de Canavezes – Marinha Grande – Mem Martins - Olhão – Pedone - Ponte de Sor – Portimão - Porto – Rio de Mouro – Rio Maior – Samora Correia – Santarém – S. Facundo – Sesimbra – Setúbal – Sines – Sintra– Sobreda/Almada – Terras de Santa Maria - Tondela – Vale Frechoso – Valença do Minho – Vila das Aves - Viana do Castelo – Vila Nova de Gaia – Vila Nova da Barquinha.
 
FRANÇA:
Lyon
 
Este projecto só é possível pelo envolvimento,
 
 DAQUELES QUE PERMANECEM  FIÉIS AOS SEUS PRINCÍPIOS, PERFILHAMO RESPEITO, O SENTIDO DA HONRA, DO DEVER  E DA DIGNIDADE”.
 
Movimento Cívico de Antigos Combatentes

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:36
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