PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
12
Abr 09

SENTIMENTOS DE TRISTESA  caminhando 

 

 

 

UMA COMPANHIA QUE PARTIU

 

Haverá alguém que consiga dominar os sentimentos?

 Há dias li no blogue de pessoa amiga, o quanto lhe tinha custado a perda de uma amiga de casa com a qual compartilhava momentos de prazer e alegria.

Tratava-se de uma gatinha, pela qual, segundo me apercebi, todos os residentes da casa tinham grande estima e amizade.

Não comentei esta notícia no blogue desta amiga, não por achar que a notícia dada no post não tinha interesse, ou por falta de vontade de o fazer.

Simplesmente eu, que qualquer dia vou setentar, tinha também um pequeno drama e estava a vivê-lo com intensidade.

Acreditem mesmo. Estragou-me o Domingo de Páscoa.

Bem sei que há  muita gente que, ou por falta de coragem ou por receio de poderem vir a ser motivo de chacota pela sinseridade demonstrada, retraiem certos sentimentos que nutrem por certas "companhias".

Mas esse não é seguramente o meu caso.

Por isso vou contar:

Eu tinha em minha casa três gatinhos: - a “boneca”, a “andorinha” e o “ruca”.

A andorinha recebeu o nome em “homenagem” ao primeiro animal de estimação que eu tive, quando eu tinha mais ou menos seis anos. Tanto esta que eu tenho presentemente como aquela que lhe deu o nome eram e são de cor preta e branca; o ruca, todo branquinho, que eu encontrei de bébé na rua, é todo branquinho e começou por se chamar “lili”. O nome foi-lhe dado pelo meu nétinho Miguel que na altura tinha três anos e meio, por influência de um “personagens” dos desenhos animados que na altura eram o “best beloved” da pequenada na televisão. Como era muito pequenino, enganamo-nos no sexo e só alguns dias depois nos apercebemos que se tratava não de uma mas de um. Assim e seguindo o mesmo critério que tínhamos seguido para “lili”, seguimos para “ruca”.

Havia então ainda a razão do meu “entrave” quanto ao não-comentário ao tal post da minha amiga no “soumaiseu”.Tratava-se da nossa “boneca”, de cor tigrada, cujo nome foi dado pela minha esposa, também em “homenagem” a uma das gatinhas que tinha tido na sua infância.

Há cerca de um ano e meio á nossa “boneca” foi detectado um tumor maligno. Foi operada e foi-lhe dada uma vida de mais ou menos seis meses. Ela viveu cerca de um ano e meio e hoje, muito debilitada e com mais de treze anos faleceu, deixando-nos tristes e com imensas saudades.

Foi pois este o motivo do não-comentário. É que eu já esperava este desenlace mais dia menos dia.

E esse dia chegou hoje, Domingo de Páscoa.

Todos nós, os que gostamos de animais, sabemos que a vida deles, relativamente aos gatos, treze anos é já alguma longevidade.

Contudo, parece que estamos sempre à espera que estes anos não passem.

Mas eles passam e com eles vamos perdendo estes “amigos”que tanta companhia nos fazem durante a vida.

Ao partirem deixam-nos tristeza e saudade que tentamos atenuar com outro que o irá suceder mas não substituir.

A boneca partiu e, creditem, deixou-me triste e com saudades.

Por isso eu digo:

Também nós vamos caminhando  ......Caminhando....



FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 14:49
sinto-me: triste, boneca, ruca andirinha
10
Abr 09

 

 

Nossa Senhora da Granja

 

 

 

 

 

 

 PARA TODOS

CAMINHANDO 

POR PROENÇA-A-VELHA       

           

 
 

 

Tudo era diferente

Todos vibravam com o aproximar da Páscoa, mas, eram os mais jovéns quem mais ansiavam pela chegada desta quadra festiva.

É que além do dia de Páscoa propriamente dito, havia também a ROMARIA DA SENHORA DA GRANJA.

E esta era das festas mais aguardadas, uma vez que significava um passeio fora de portas e, entre outros, um verdadeiro convívio entre famíliares e amigos.

Na semana que antecedia o Domingo de Páscoa, a maioria das famílias faziam “Os Bolos Doces”

Trata-se de um bolo de tamanho idêntico ao do pão caseiro e em que predominavam além do açúcar, os ovos. Havia também o folar mas, o que mais entusiasmava era de facto o "bolo doce".

As amêndoas, também existiam mas a abundância não era grande.

Na segunda feira seguinte ao Domingo de Páscoa, havia a há ainda hoje, a GRANDE ROMARIA.

Trata-se da FESTA DA SENHORA DA GRANJA.

Para lá se dirigia grande parte da população, com os seus cabazes e cestas, dentro dos quais seguiam os respectivos "farneis", onde predoinavam não só os produtos do "fumeiro", mas também os pasteis de bacalhau e de batata, as pataniscas e outros.Além, claro do Garrafão com o respectivo vinho, em regra da região, se não da própria aldeia.

Havia contudo um local, para além da própria Ermida, que raro era o visitante  que deixava de avisitar. Tratava-se de uma velha fonte, onde a água era sempre fresquinha e à qual se recorria com frequência para "matar a sede"

Nestes tempos e tal como a "Wikipédia" refere, a grande maioria dos romeiros e romeiras faziam o trajecto a pé, o que fazia da Festa da Senhora da Granja uma verdadeira ROMARIA.

""Tempos que passaram"", que não voltam e que eu recordo e guardo na minha memória

 

FAfonso.

 

 PEQUENO RESUMO

 in ´Wikipédia

Ermida de Nossa Senhora da Granja

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 A Ermida de Nossa Senhora da Granja é um antigo local de culto, situado no campo, próximo das povoações de Aldeia de Santa Margarida, São Miguel de Acha, Pedrógão de São Pedro, Bemposta, Medelim e Proença-a-Velha, à qual pertence.

Situada a cerca de três km da Freguesia de Proença-a-Velha

A primeira referência escrita que se lhe conhece remonta a 1505, no Tombo da Comenda da vila de Proença, da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde se diz que a dita Ordem possuía um granja que se chamava de Santa Maria do Mosteiro, da qual se referem as respectivas confrontações e adentro delas uma ermida bem corrigida, que se chamava, precisamente, de Santa Maria do Mosteiro.

No mesmo Tombo aparece também já mencionada com o nome de Santa Maria da Granja.

Em 1758, continua pertencendo à Ordem de Cristo, como se refere na Memória Paroquial de Proença-a-Velha, desse mesmo ano, e na qual se refere que nesta localidade existe uma irmandade de Nossa Senhora da Granja, instituída na mesma Ermida da Senhora, mas sujeita a esta freguesia.

No mesmo documento é ainda mencionado que a Nossa Senhora da Granja acode gente em cinco Sábados da Quaresma e nas duas Segundas-feiras depois da Páscoa, ou seja, na da Páscoa e na da Pascoela.

Essa ermida terá sido construída sobre um templo mais antigo, como o deixam antever os vestígios arqueológicos, nomeadamente algumas pedras com inscrições, incorporadas nas paredes da actual capela, indiciando cultos pré-cristãos

"Verificou-se que a construção sacra existente é constituída por um edifício de uma só nave, com altar-mor orientado para nascente. Para além da descrição arquitectónica do edifício, verificou-se que o actual edifício assenta, de forma evidente, sobre alicerces de um outro, necessáriamente anterior; foram deixados em evidência duas inscrições romanas e uma mó e no adro, a par de vestígios de muros, encontraram-se sepulturas escavadas na rocha, uma delas aparentemente in situ. Da visita efectuada, ficou claro que o edifício se encontra instalado sobre um espaço romanizado"

Quer pelas inscrições existentes, quer por nas proximidades (entre Proença e Medelim) se terem encontrado aras com inscrições referindo-se a Reve langanitaecus (presumível divindade local), quer ainda por no acima mencionado Tombo de 1505, se referir que as delimitações da antiga granja se iniciavam ao luzelo, que eram umas pedras brancas em feição de monumento, somos levados a crer que a ermida terá sido instalada sobre um espaço romanizado, o qual no entanto terá, antes disso, servido de palco a cultos das populações autóctones, nomeadamente os egitanienses, cuja principal cidade ficava aqui bem próximo, na actual Idanha-a-Velha.

Centro religioso e económico
A centralidade do local, relativamente às já referidas povoações, e a eventual prosperidade que a antiga granja dos freires lhe terá trazido, tornaram-no não só num centro religioso mas também comercial, sendo que das três feiras anuais que em 1758 havia na vila de Proença-a-Velha, duas se realizavam na cerca de Nossa Senhora da Granja, uma a 19 de Março e outra a 5 de Agosto, sendo ambas feiras

francas.Em 1818, D.João VI, a pedido do Juiz e oficiais da câmara da Vila de Proença-a-Velha, autoriza que as duas mencionadas feiras, realizadas no campo de Nossa Senhora da Granja, nos dias de S. José e de Nossa Senhora das Neves, e às quais concorriam gentes de toda a comarca, para se proverem do necessário para as suas casas, se mudem do dito sítio para a Vila de Proença, para evitar as desordens que aí vinham a ocorrer e que estavam a afastar os negociantes com receio de serem maltratados.

 A romaria nos tempos actuais

Actualmente, em inícios do séc. XXI, a Nossa Senhora da Granja continuam a acorrer, na Segunda-feira da Páscoa, e em menor número, na Segunda-feira da Pascoela, gentes das freguesias vizinhas, com maior destaque para as de Aldeia de Santa Margarida e de Proença-a-Velha.

Se na Segunda-feira da Pascoela a festa, à qual acorre já pouca gente, é quase exclusivamente religiosa, à excepção, nos últimos anos, dos homens de Aldeia de Santa Margarida, que aqui vinham comer uma cabra, já na Segunda-Feira da Páscoa vive-se, ainda, uma tradicional romaria beirã, onde o religioso e o profano se misturam de forma salutar.

Os romeiros, que antigamente chegavam a pé ou de carroça, chegam hoje, na sua grande maioria, de automóvel e aguardam pelo recinto até ao meio-dia, hora em que é rezada a missa solene, à qual se segue uma procissão, que dá volta ao recinto e na qual se incorporam os andores de Santa Luzia e de Nossa Senhora das Preces, para além, obviamente, de Nossa Senhora da Granja

Os rituais e a fé à Nossa Senhora da Granja

A grande devoção que os povos circum-vizinhos tinham por Nossa Senhora da Granja ficou documentada ao longo dos anos, nos inúmeros ex-votos que lhe eram oferecidos, em agradecimento pelas benesses concedidas, quando a ela suplicavam em horas de aflição.

A Nossa Senhora da Granja recorria também o povo de Proença quando a meteorologia não corria de feição para as actividades agrícolas. A falta de chuva, ou o excesso dela, eram motivo de procissões rogatórias. A Santa era então trazida para a povoação e aqui ficava até que se fizesse o "milagre" e as condições climatéricas ficassem favoráveis, altura em que Nossa Senhora da Granja regressaria de novo, em procissão, até à sua ermida.

Outros tempos...Outras gentes...Outros costumes.

FA. 


 


 

 

Da Granja e da Granjinha

Chamai-me Vós afilhado

Qu'eu Vos chamarei Madrinha

publicado por AALADOSNAMORADOS às 15:10
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