SÃO OS VOTOS
DO BLOG
PROENÇA-A-VELHA
(http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/)
A todos os seus amigos e leitores
FAfonso
SÃO OS VOTOS
DO BLOG
PROENÇA-A-VELHA
(http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/)
A todos os seus amigos e leitores
FAfonso
| 1. | Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel. Sua origem é antiga, de épocas remotas. |
http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/
E O BLOG
PROENÇA-A-VELHA
DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES E AMIGOS,
UM FELIZ NATAL
E UM PRÓSPERO ANO NOVO
FAfonso
TEMPO DE NATAL (tempos passados)
Viver a saudade dos que partiram, mas que continuam vivos nos nossos corações.
SIM?
NÃO?
Talvez?
E as saudades?
Onde está o Presépio que com figuras de papel e musgo verdadeiro se fazia?
Onde estão as filhós que vós nos fazíeis com tanto amor e ternura?
Mãe, Pai e Filho querido, estais tão longe de nós eo Natal aproxima-se e está tão perto.
Onde está a taleiga com a farinha que o moleiro, depois de moído o trigo vos trazia do Moinho?
Onde está a lareira onde o pai fazia uma fogueira na Noite de Natal?
E aquela caldeira onde se fritavam as filhós?
E o fumo que no início enchia a cozinha?
E aquela forcalhazinha que ele fazia, com tanto esmero, em regra ou de ramo de esteva ou de galhinho de Oliveira, que tanto gostava de fazer para virar as Filhós ?
Onde está o pano branco de linho com que se forrava o cesto de verga e onde com carinho, alinhadas umas sobre as outras, o pai colocava as filhós?
Onde está a tigela com o açúcar misturado com canela com o qual eu e a mana, polvilhávamos abundantemente as filhós?
E aquelas surtidas, às escondidas, para irmos surripiar Filhós ao cesto?
E aquela desilusão, quando o cesto das filhós, que ficava cheio à noite e pela manhã estava pouco mais de meio? (eram colocadas quentes e inchadas e quando arrefeciam, baixavam de volume)
E aquela voltinha que, depois da Missa do Galo, toda a família dava para se juntar em casa da Madrinha Cacilda e do Padrinho Chico, para comermos uma Filhó e beber um cálice de jeropiga ou de vinho do porto?
E as saudades? - Que ao contrário das Filhós nunca deixam crescer?
Onde estão esses Natais?
Onde está o amor puro que unia e animava as familias?
E que naquela quadra fazia esquecer todas as agruras e dificuldades vividas?
Onde estão essas famílias?
Pai Mãe e Filhos?
ONDE ESTÃO?
E VÓS, ONDE ESTAIS?
Nós sabemos;
ESTAIS COM DEUS
FAfonso
Um Estado de Alma
Muitas pessoas discordarão de alguns dos meus “escritos” que posto no meu
blog.
Acho que têm o direito de discordar como eu tenho de escrever o que me vai na alma.
É verdade que em regra é mais agradável ler coisas alegres, mesmo que não sejam reais, do que coisas tristes embora verdadeiras.
Também é verdade que se alinharmos em coisas, ditos ou ideais que, embora não sejam nem moral nem politicamente correctos, arranjamos logo um monte de simpatizantes, a maioria dos quais apoiam porque “está na onda”, pois nem sequer se dão ao trabalho de meditarem um pouco naquilo que dizem ou apoiam.
O que é pena.
Pois poderão, sem ser essa a intenção, estar a fazer muito mal a princípios que dizem defender
Contudo, eu continuarei debitar aqui as alegrias e as tristezas que no meu coração se produzem e no meu íntimo se radicam.
É por isso que hoje descrevo algo que embora triste, é real.
Há cerca de dois meses fui convidado para testemunhar o baptizado na Igreja da Parede da filha de um familiar meu, o que me deu grande prazer por ver que este casal de pais, ambos jornalistas, não descuram as suas “obrigações” de católicos e as vão incutindo no espírito dos seus filhos. Este é aliás, o segundo filho que têm e o segundo que vão baptizar.
Como todos sabemos, em especial quem vive com o coração estes preparativos, estas ocasiões são em regra motivo de júbilo e muita alegria.
Com estes meus familiares e acima de tudo amigos, sucedia exactamente o mesmo.
Porém, lá diz o ditado “não há rosas sem espinhos”,e mais uma vez o ditado acertou.
A irmã do pai da bebé que vai receber o Sacramento do Baptismo há algum tempo foi-lhe diagnosticado um problema de saúde bastante grave.
Até aqui nada de anormal para os tempos que correm.
Só que o estado de saúde piorou e tal forma que levou a internamento urgentíssimo e a doente corre mesmo grande perigo de vida, com poucas esperanças de sobrevivência.
É que a doença que entretanto se manifestou é daquelas que quase em regra não perdoa.
E assim, aquilo que se pretendia uma Celebração de Festa e Amizade, está a transformar-se num dia de imensa tristeza para todos os convidados, os quais, se não são familiares, são grandes amigos.
Na verdade não há momentos bons para o aparecimento das doenças e por isso temos de nos curvar quando elas aparecem e, se mais não pudermos, dar pelo menos força moral a quem é atingido por esta calamidade é o mínimo que podemos fazer.
Foi isso que tentamos fazer na medida do possível.
Sabemos que é pouco, mas, costuma dizer-se que quem dá o que tem, dá tudo.
Pedimos ao Senhor do Alto e aos homens da ciência que em tudo o que puderem ajudem a debelar esta doença que lhe quer arrebatar a vida.
FAfonso
Ao meu Querido Pai
Com saudades
Quando tu partiste, depois de tanto sofrer
Ficou em mim a saudade e uma grande dor
Eu estava longe e não te pude vir ver
Mas por ti perdurará sempre um grande amor
Tu eras simples e bondoso
Tudo o que eu queria ser
Eras amigo e carinhoso
Mas tu partiste e a mim só me restou sofrer
(Recordando)
QUANDO TU CHEGAVAS .....
era um alívio e uma alegria indescritível.
Em homenagem ao meu saudoso e querido Pai
Memórias que o tempo não apaga
Hoje tudo é diferente.
Esta convivência gerava amor e dava valor
quem amávamos.
Será que ainda hoje é assim?
(Quando a idade não contava ......................)
Tinha eu seis anos incompletos e a minha irmã oito.
A minha saudosa mãe, devido a doença adquirida aquando do meu nascimento, passava uma semana em casa, para fazer as lides domésticas e duas no hospital da Idanha, internada, para tentar uma cura que tardava. Isto passou-se durante anos.
O Meu amigo e falecido pai trabalhava na altura na estrada que liga Proença e Medelim e, embora no Verão os dias sejam muito maiores que as noites, ele na verdade chegava sempre de noite.
Porquê?
Porque se aproveitavam as horas para fazer "extraordinárias" e assim obter mais algum dinheiro ao fim da semana.
A minha irmã, menina como era passava a maior parte do tempo em casa da minha madrinha Cacilda, que na altura morava na Rua do Castelo e dela cuidavam como se de uma filha se tratasse.
Nesse ano de mil novecentos e quarenta e sete, o meu pai além de ter uma horta numa zona denominada "os pinheiros do Inácio Rocha", tinha também, de "meias "uma bastante maior que a nossa, pertencente à" Tia Isabel dos Anjos ", senhora viuva de que éramos muito amigos e que morava junto à "Praça" numa casa que ainda hoje lá está com o mesmo aspecto que tinha na altura.
Embora na nossa também houvesse alguns frutos,a verdade é que nesta, por ser maior e muito mais antiga, tinha na realidade muitos e diversos frutos. Lembro-me de maçãs, "malapos" ameixas, abrunhos, peras, diversos tipos de figos e uvas de diversas castas.
Recordo em especial as uvas moscatel. Uma delícia que eram.
Quem tinha o encargo de a guardar (?) durante todo o dia e regar, eu era.
De vez em quando recebia a visita da minha irmã a qual, além de me dar companhia e ajuda nas lides da horta, era também a minha parceira de brincadeiras.
Uma das coisas que normalmente fazíamos era apanhar amoras das silvas e, calculem fazer vinho tinto.
Claro que depois de tanto trabalho e de tantas picadelas das silvas, acabávamos por deitar aquela "mistela" fora, pois que de vinho tinto só tinha a cor.
Quando chegava a tardinha tinha de regar a horta, para o que tirava água de um poço com um engenho a que se chamava "burra".
Esta "burra" era composta por forcalha, cambão e varal, no qual era pendurado um balde com que se retirava a água do poço que depois deitava no regador para então fazer a rega.
Entretanto como a noite ia chegando e eu, como tinha medo das cobras, (que diabo, nem tinha seis anos!) trepava uma pequena sobreira que havia em frente da entrada e da referida horta e, não fosse adormecer, amarrava-me com uma corda a uma pernada da sobreira e ali aguardava a desejosa chegada do meu pai.
É evidente que eu não conseguia fazer tudo bem, e era o meu pai que, quando chegava da estrada onde trabalhava, fazia a parte mais pesada dos trabalhos da rega e não só.
Em seguida ele mesmo tratava de preparar a ceia (agora é jantar) e, após esta, íamos os dois, dar uma volta pela horta, ao mesmo tempo que ele ia cortando alguns cachos de uva para ambos comermos.
Tínhamos também uma "passadeira", onde se colocavam os figos para secarem e, sob a mesma, o meu pai fazia uma cama onde os dois dormíamos. Em regra eu adormecia ouvindo histórias que ele me contava.
E era assim e ali que se passavam parte dos meses de verão. Eram as férias(?).
Tempos difíceis, mas o amor que unia as famílias, era na verdade um exemplo que eu não esqueço e que para sempre guardarei no meu ciração.
(Quanta saudade meu Deus!).
FAfonso