PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
15
Fev 10

 

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O POVO PORTUGUÊS não É PALHAÇO

NEM GOSTA QUE FAÇAM DELE PALHAÇO

As Palhaçadas

Os Palhaços

O palhaço


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.

E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento.

E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado.

O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas.

O palhaço é absoluto.

O palhaço é quem nos faz abster.

Ou votar em branco.

Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.

O palhaço coloca notícias nos jornais.

O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço.

E a outro.

E são iguais entre si.

O palhaço mete medo.

Porque está em todo o lado.

E ataca sempre que pode.

E ataca sempre que o mandam.

Sempre às escondidas.

Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo.

Seja a instaurar processos.

Seja a arquivar processos.

Porque o palhaço é só ruído de fundo.

Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.

E ele vende-se por isso.

Por qualquer preço.

O palhaço é cobarde.

É um cobarde impiedoso.

É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores.

Depois diz que não fez nada.

Ou pede desculpa.

O palhaço não tem vergonha.

O palhaço está em comissões que tiram conclusões.

Depois diz que não concluiu.

E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas.

E nos tribunais. Também.

O palhaço não tem género.

Por isso, para ele, o género não conta.

Tem o género que o mandam ter.

Ou que lhe convém.

Por isso pode casar com qualquer género.

E fingir que tem género.

Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos.

E depois rectifica-os.

E diz que não dá dinheiro para desvarios.

E depois dá.

Porque o mandaram dar.

E o palhaço cumpre.

E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes.

Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro.

A fazerem figura de palhaços pobres.

O palhaço rouba.

Dinheiro público.

E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou.

Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta.

Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer.

Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.

E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer.

Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.

O palhaço é inimputável.

Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.

Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais.

E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.

A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.


ESCRITO POR

M. Crespo


Transcrito por

FAfonso



 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:18
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02
Fev 10

www.youtube.com/watch 


 Proença-a-Velha

 

 

 

UMA VIAGEM AO PASSADO

 

     

 

Quem como eu esteve largos anos sem visitar Proença, ao deslocar-se agora, tem um verdadeiro choque, motivado pelas alterações de toda a ordem que entretanto se operaram.

        E, se por um lado todos os proencenses se podem e devem orgulhar pelas alterações que se foram dando, acompanhando desta forma o desenvolvimento global, também não deixa de ser verdade que, para quem esteve ausente e que ali tenha passado sua juventude, recebe um autêntico choque ao lembrar a “vida que Proença tinha”, comparando-a com a que hoje existe.

      Será caso para se dizer: “naquele tempo” a missa aos domingos enchia sempre a igreja; no Carnaval, aos domingos haviam seis e sete bailes todas as noites. Estes bailes obedeciam ao escalão etário.

       No “dia de entrudo” as raparigas pertencentes a cada grupo, juntavam-se na casa de uma elas e os rapazes do mesmo grupo etário acercavam-se dessa casa e ali, “equipados” com laranjas, mais ou menos impróprias para consumo e com farinha e outros pós corantes tentavam alcançá-las para as “enfarinhar”.

       Na quaresma, os actos religiosos, mesmo efectuados em dia de semana, como era e é estipulado pelo calendário litúrgico e embora se estivesse numa terra onde o trabalho rural era o sustendo da quase totalidade da sua população, logo uma actividade pesada, nem por isso deixavam de ter a maioria da população a acompanhá-los.

       A festa da Senhora da Granja era motivo para uma romaria onde a população proencense na sua quase totalidade se fazia representar.

      Uns iam em carroças, outros em carros de bois, outro ainda montados em burros e, a grande maioria seguia a pé.

      Nos campos além dos trabalhos habituais, destacavam-se as “terceiras”, grupo composto por raparigas na casa dos vinte anos e cujo trabalho era essencialmente tratar do milho logo pouco tempo após este germinar, até à sua “descamisa” e “debulha” na eira.«O nome “terceiras” advinha do facto de uma terça parte da colheita reverter para as moças que faziam todo este trabalho».

       Havia também um outro grupo, este designado de “quinteiros”, cuja actividade era a ceifa do trigo e centeio e a posterior “debulha” na eira. A estes juntavam-se as esposas logo pela manhã, com as refeições para todo o dia, as quais tomavam também parte na jornada de trabalho, ceifando até à tardinha, altura em que regressavam a suas casas para preparar as refeições para o dia seguinte. Esta canseira repetia-se diárimente até ao términus da ceifa. «Aqui a designação devia-se ao facto de um quinto da colheita ser destinada aos “quinteiros”».

       Estes grupos, tanto o primeiro como o segundo, isto é, tanto as “terceiras” como os “quinteiros” existiam com regularidade na “Casa Marquesa” que era de longe a grande empregadora da população de Proença.

       Vinha depois o Inverno, e com ele a apanha da azeitona e aqui era de facto a altura em que mais gente se via nos campos.

        Toda a população activa, com raras excepções, aproveitava a colheita da azeitona para ganhar algum dinheiro.

       Acontecia -infelizmente já não acontece-, que Proença-a-Velha era um grande produtor de azeite. Aliás, além de, se não me engano, haver três lagares no interior da povoação, em plena laboração nesta época, existia um quarto, nos arredores da “Quinta do Marquês” propriedade da “Casa Marquesa” que, segundo informações seria dos mais avançados em tecnologia que nesta época havia em Portugal. Este lagar laborava com turnos ininterruptamente, durante meses, recebendo a azeitona de Monsanto, da Idanha-a-Nova e, claro está, de Proença.

       Todo este “império” era pertença e explorado pelo Marquês da Graciosa.

       Aqui ocorre-me perguntar: - Os seus descendentes não têm vergonha do abandono e desleixo a que deixaram chegar tudo isto-?

       As margens da ribeira e de quase todos os ribeiros eram ladeadas por lindas hortas, onde se produziam todo o tipo de legumes e de frutos.

       Eram autênticas quintinhas que proliferavam em todos os locais onde, se não haviam ribeiros, abriam-se poços.

        De tudo isto hoje existem apenas pequenos resquícios, como que a quererem lembrar-nos dos tempos passados e das gentes trabalhadoras que ali viveram.

       O abandono a que os sucessivos governos têm votado o interior de Portugal, não criando infraestruturas que ajudassem a fixar as populações, tem dado e continua a dar origem à fuga para as cidades do litoral, não se vislumbrando o mais pequeno gesto que possa levar a pensar numa inversão de tão errada política que, a continuar, irá dentro de uma década, no máximo duas, ao despovoamento e abandono de grande parte das terras do interior raiano.

 

       Mesmo correndo o risco de poder ser mal interpretado por algumas pessoas, devo dizer com sinceridade, que tenho muitas saudades desta Proença que eu conheci, na qual nasci, me criei e trabalhei durante alguns anos


          Era pois esta a Proença que eu conheci e da qual hoje quase nada existe.



FAfonso

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:40
sinto-me: AFASTADO,
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