PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
12
Jul 11

 

 

Desertificação ou Abandono?

Foi este o título que encimou o post de um blogue que eu diariamente visito."http://prohensa.blogspot.com/2011/02/desertificacao-ou-abandono.html"

É um blog que tenta não deixar morrer a minha querida Aldeia.

Que tenta fazer lembrar a todos que o visitam e em especial aos que nela nasceram ou cresceram, ou mesmo àqueles que, por amor às suas gentes, se foram habituando a visitá-la e dela passaram a gostar como se nela tivessem as suas raízes.

Certamente que eu não serei a pessoa mais indicada para tecer comentários sobre os motivos que levaram e continuam a levar ao estado atual da maioria esmagadora das “Terras Fronteiriças de Portugal”. Mas disso já me penitenciei em “http://aaladosnamorados.blogs.sapo.pt/15541.html

Por outro lado tal não me pode inibir de poder expressar a minha opinião, concordando ou discordando com os motivos que levaram e continuam a levar ao abandono e quiçá à agonia e à morte destas Terras, às quais tanto Portugal deve.

DEVE MESMO O SEU NASCIMENTO E A SUA EXISTÊNCIA A TERRAS COMO A MINHA PROENÇA.

E eu, simples proencense, pois é de Proença a Velha, Terra Beirã e de Fronteira de que orgulhosamente sou natural, que estou falando, aqui afirmo, que os COVEIROS DA MINHA TERRA, que estão também sendo os COVEIROS DO MEU POBRE PAÍS, PORTUGAL, são estes miseráveis governos que em especial nestas últimas décadas nos vão desgovernando.

SÓ OLHAM PARA AS CIDADES E ABANDONAM O INTERIOR E AS SUAS GENTES.

Vão, aos poucos, retirando escolas, postos de saúde, hospitais, maternidades, etc., etc.

Sei bem que o abandono começou há mais de trinta, quarenta ou cinquenta anos

Mas os motivos que originaram os primeiros abandonos nada têm a ver com as causas atuais.

Os primeiros saíam das suas terras para procurar melhorar os seus meios de sustento e de suas famílias, mas sempre com a ideia de que um dia iriam regressar.

Só que ao regressarem verificaram que, embora economicamente estivessem realizados, socialmente nada tinham, pois as poucas infraestruturas que haviam deixado quando partiram, em vez de terem melhoradas e reforçadas, pelo contrário, foram sendo encerradas e abandonadas.

E, brada aos céus; passaram a dar dinheiro para que as terras não fossem cultivadas e assim, a principal atividade que prendia as gentes aos seus locais de nascimento foi-se degradando, forçando a maioria dos naturais a saírem para as cidades, a fim de procurarem o sustento para si e seus familiares.

Quem encerrou escolas? Todos nós que temos filhos queremos que eles estudem. ONDE? Na cidade ou vila, logo a aldeia não serve.

Quem encerrou e continua a encerrar os Centro de Saúde? Logo, se não há quem trate da saúde aos naturais das aldeias, só lhes restou sair.

Quem encerrou hospitais?

Quem encerrou maternidades?

Estes meus caros amigos são alguns dos enumeráveis motivos que levam à desertificação das Aldeias Fronteiriças de Portugal.

E meus caros, não me venham dizer que ninguém quer viver nas aldeias. As pessoas gostam das aldeias, mas as aldeias têm de ter condições e essas são os governantes que as devem proporcionar.

Mas não foram só as terras do interior e as suas gentes que sofreram e continuam a sofrer com esta anti-patriótica política desta gente sem sentido pátrio que nos vem desgovernando.

Quem deu dinheiro aos armadores para que se abatessem os barcos da frota pesqueira e mercante?.

Eu respondo:

Foram e são os mesmos que deram e continuam a dar ordenados de largos milhares de euros mensais aos boys, seus capangas e amigos, enquanto que a maioria do povo vive com o garrote apertando-lhe a garganta devido à miséria de ordenados e pensões que mensalmente auferem.

Foram e são os mesmos que fizeram e continuam a fazer leis que protegem os corruptos e mandam para a prisão quem faz uma declaração de amor num muro qualquer.

Foram e são os mesmos que fizeram e fazem leis que protegem os pedófilos, fazendo com as mesmas a distinção entre ricos e pobres.

Foram e são os mesmos que fizeram e continuam a fazer leis que permitem que a banditagem que está nas prisões sem nada fazer, tenha direito a tudo e, ao contrário, as suas vítimas e seus familiares não têm qualquer espécie de apoio nem de direitos.

Quem põe na rua quem rouba milhões de euros e mete na prisão quem rouba um saco de batatas para matar a fome à família?

Agora já começam a chorar sobre o leite derramado.

Já todos vão dizendo que é preciso voltar à agricultura e ás pescas!

Mas não foram estes capangas, ou os seus mentores, que mandaram abater as frotas pesqueiras e abandonar a agricultura??

Pelo que afirmo: - Não amigo proencense, não é nem desertificação, nem abandono. É sim o resultado das políticas anti patrióticas que os governantes que temos tido vão impondo ao país e em especial às gentes que vivem no interior, originando com tais medidas o ABANDONO FORÇADO das gentes e a consequente desertificação

ESTA É QUE É A VERDADE!!

Por isso pergunto:-

-Será que é isto a democracia?

Se é, então eu sou anti-democrata.

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 15:21
sinto-me: Revolta
05
Jul 11

(História breve-1)

O


Reencontro

 

Seguia
pela rua abaixo, olhos fixos no pavimento e alheada de tudo o que a rodeava.

No passeio oposto uma multidão de pessoas, cabeças levantadas,
espreitando por cima dos ombros uns dos outros, tentando aperceber-se
do estado em que tinha ficado o jovem que havia sido atropelado e que
a equipa do INEM procurava estabilizar para posterior encaminhamento
hospitalar.

Contudo, ela de nada se apercebeu. Os seus pensamentos viajavam pelas
longínquas paragens da terra onde tinha nascido e  havia conhecido
aquele que foi o grande amor da sua vida.

De repente, parou frente à montra de stand e ficou petrificada com o
que acabava de ver.

O coração quase lhe saltava do peito.

Do outro lado do espesso vidro encontrava-se o homem cuja imagem a
acompanhava desde os tempos do liceu.

Tinham entretanto passado  sete anos.

É certo que o namoro entre ambos não tinha sido muito longo. Todavia
tinham feito juras de amor eterno e, na verdade, embora contra a
vontade dos pais dele, amaram-se e foram felizes até ao dia em que,
sem o esperarem........

A família dele se deslocou para a grande cidade e, desde então,
jamais se voltaram a encontrar.

Mas ela nunca o esqueceu, pois no seu coração só ele continuava a ter
lugar.

Nunca se quis ligar a mais ninguém e por isso vivia só, esperando que o
tempo fosse atenuando a mágoa que sentia pela perda do seu único e
grande amor.

Agora, um turbilhão de questões atormentava-a.

Seráque ele já  tinha casado?

Quem seria a esposa? 

Teriam filhos?

Seriam felizes?

Foi desta forma e embrenhada neste amontoado de pensamentos que
inesperadamente foi “acordada” por um breve toque no ombro.

Virou a cabeça e, ao seu lado, com ar constrangido, estava aquele que
havia sido o grande amor da sua vida.

Ele olhava-a comovido como que a pedir desculpa pela falta de coragem que
teve quando não se opôs à vontade dos seus pais.

Também
ele jamais tinha conhecido outra mulher

Ela tudo esqueceu e, abraçando-se, beijaram-se com todo o amor que
enchia os seus corações e juraram que nada nem ninguém os iria
voltar a separar.

Depois, entrelaçados, seguiram rua abaixo procurando um local onde pudessem
matar as saudades que durante todos estes anos tinham guardadas
dentro dos seus corações.

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 15:05
sinto-me: Bem
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