Caro amigo FGeraldes
Antes de mais os meus agradecimentos pelo seu contacto. Espero que tenha passado um bom dia de Ano Novo na companhia de todos os que mais lhe são queridos. Peça desculpa em só agora estar respondendo ao seu comentário, mas a verdade é que tenho andado todos estes dias a caminho dos hospitais e não só o tempo como a vontade de vir ao computador não tem sido muita. Sobre os seus avós, sim na verdade recordo-me muito bem, embora a memória se vá apagando, pois além de ter estado muitos anos em Angola -20-, também depois já em Portugal e por motivos vários que seria fastidioso reportar, só nos últimos 3 anos tenho ido a Proença por altura das Festas do Senhor do Calvário.
Eu liguei o meu amigo à Ana Santos pelo nome Geraldes. Verifico assim que pelo menos é familiar dela e muito próximo. Diz-me das dificuldades de ir a Proença, pois na verdade eu também vivo em Lisboa, o que significa estar longe. Sou irmão da Ressurreição, casada com um filho da Reis que trabalhava na casa do Marquês da Graciosa, em Proença. Como eles têm casa em Proença, no Adro, é aí que eu costumo ficar, pio a casa dos meus pais -já falecidos-, era na Devesa e foi vendida enquanto eu estava em Angola. É verdade que agora as portagens vieram acrescentar mais dificuldades a quem vive longe, contudo vou tentar ir sempre que possa, pois nasci lá e embora tenha vivido a maior parte da minha vida fora, as minhas raízes estão lá e quero fazer os possíveis para as ir fortalecendo enquanto Deus me for dando forças. Enquanto criança fui uma vez com os meus pais à Senhora do do Almortão e nestes últimos anos que tenho ido a Proença tenho dado sempre um salto e visitar o Santuário para matar saudades. Fala-me o amigo das saudades de, que tem entre de outras coisas, da doçaria e não só, pois como deve ver pelo que escrevo no meu blogue, saudades é o que eu mais tenho da terra, das gentes e das coisas que me rodearam enquanto criança . Pode acontecer que em Agosto a gente se possa encontrar lá. Vamos fazer um esforço. Não quero terminar sem lhe dar os meus sentidos pesamos pelo falecimento do seu avô. Pelos motivos atrás ditos não tive oportunidade de assistir ao programa “Voagem ao Centro da Minha Terra”, o que lamento.
Sempre que queira e tenha disposição, vá comentando neste pequeno blog, que é para mim uma forma de desabafar e recordar.
Um grande abraço para si
Francisco Afonso