PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
14
Jun 11

 


http://www.youtube.com/watch?v=nH92f96AkK8&NR=1

MONUMENTO
AOS COMBATENTES MORTOS AO SERVIÇO DA PÁTRIA

 

10 DE
JUNHO....DIA DE PORTUGAL....DE CAMÕES...DAS COMUNIDADES 

“JOSÉ ANTÓNIO FAUSTINO

 

JOSÉ LEITÃO DA SILVA AFONSO

 

JOSÉ NUNES ESTEVES ROBALO”

mortos
em combate

 

DIA
DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR

 

Todos os dias 10 de Junho são para mim um dia de saudade, e de revolta.

De saudade por aqueles que na flor da idade perderam as suas vidas em
defesa do solo que durante décadas lhes diziam ser SOLO PÁTRIO, mas
que entretanto, outros “iluminados” lhes vieram dizer que, afinal
não era assim e que todos eles não passavam de ignorantes, pois o
termo PÁTRIA nada vale

NÃO EXISTE!!

E eles morreram por nada que valesse a pena.

Pode pisar-se a bandeira que simboliza a PÁTRIA, pode desertar-se do
exército e dar informações ao inimigo contra o qual se luta, sobre
as posições militares dos até aí compatriotas de armas.  Nada
disso tem valor, mesmo que de tal tenham resultado a morte SOLDADOS
PORTUGUESES.

Estes novos arautos acabaram por, através da demagogia e da verborreia
política, tomar conta do País e de o transformar NA MISÉRIA DA
EUROPA E NO INSULTO AOS VERDADEIROS PORTUGUESES.

ESTA CORJA arranjou empregos pagos a peso de oiro para familiares, amigos
e correligionários.

ESTA CORJA arranjou reformas doiradas para toda esta CAMBADA.

Para ESTA CORJA basta estar de rabo sentado em qualquer assembleia, sem
nada de digno produzirem, para, passados meia dúzia de anos terem
“direito” a reformas vitalícias de milhares de euros.

E não lhes chega uma, pois acumulam às três e quatro, acompanhadas
de empregos pagos a peso de oiro.

 

NO ENTANTO, PARA TRAZER DE REGRESSO ÀS SUAS TERRAS OS CORPOS DAQUELES
QUE DERRAMARAM O SEU SANGUE AO SERVIÇO DA PÁTRIA, DANDO-LHES ASSIM
UM LUGAR PARA REPOUSAREM NAS TERRAS ONDE NASCERAM, PARA ISSO NÃO HÁ
DINHEIRO, DIZ A CORJA QUE NOS VAI DESGOVERNANDO.

ASSIM, OS SOLDADOS PORTUGUESES VÃO FICANDO ABANDONADOS EM “CEMITÉRIOS”
IMPROVISADOS NAS FLORESTAS E SAVANAS AFRICANAS E OS SEUS FAMILIARES
POR SEREM POBRES NEM UMA CAMPA TÊM PARA OS PODEREM CHORAR.

 

É este o pagamento que recebe quem um dia DEFENDEU A SUA PÁTRIA E POR
ELA MORREU.

 

Cito aqui dois pequeníssimo exemplo DA HONESTIDADE DA CORJA QUE SE
APODEROU DE PORTUGAL, com a devida vénia, retirado:

 

DO BLOG

“DEMOCRACIA EM PORTUGAL?”,

 

 "João Cravinho,
Odete Santos e Marques Mendes, ex-deputados do PS, PCP e PSD,
pediram, no decurso deste ano, a atribuição da subvenção mensal
vitalícia, uma pensão concedida para toda a vida aos ex-titulares
de cargos políticos. O antigo parlamentar socialista, que renunciou
ao mandato de deputado em Janeiro deste ano para assumir o cargo de
administrador no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento
(BERD), já tem a subvenção atribuída, mas os processos de Odete
Santos e Marques Mendes estão ainda em fase de apreciação."
[Correio da Manhã]

A moral de cada um é aquilo que é, e o dinheiro é o detergente que a
faz desaparecer. Lá se preparam cada um destes ex-deputados para
receber vitaliciamente cerca de 3000 euros mensais, sem nada terem de
fazer para o merecer. Usufruem de leis que eles próprios criaram,
para assim garantirem que os seus futuros serão sempre dourados.
Mais imoral ainda tudo isto se torna, quando sabemos que um está
instalado em Londres na prateleira dourada onde o colocaram por
querer remexer no taxo da corrupção e o outro acabou de ser nomeado
para uma administração pelos seus amigos do partido (a primeira de
muitas por onde passará, se tudo se passar como é normal nesta
anormalidade de país). Em 2007 com as pensões vitalícias de 383
ex-titulares de cargos políticos será de 7,8 milhões de euros
quando há dois milhões de portugueses que vivem na pobreza e muitos
outros para lá vão caindo todos os dias.

 

E do BLOG:-

Horta do Zorate

Transcrevo:-

 

Segundo avança hoje o Correio da Manhã, 68 ex-deputados pediram à
Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e
do subsídio de reintegração. Entre eles, segundo dados fornecidos
pelo próprio Parlamento ao jornal, encontra-se Manuel Alegre.

Como explica o Correio da Manhã, ao pedir a subvenção vitalícia,
Manuel Alegre passa a receber duas pensões do Estado. A receber uma
reforma de 3219 euros como aposentado da RDP, Manuel Alegre irá
receber agora uma subvenção vitalícia superior a dois mil euros
mensais.

Confrontado pelo Correio da Manhã acerca desse
facto, Manuel Alegre afirmou: "Eu recebo aquilo a que tenho
direito. A pensão como funcionário da RDP e a subvenção vitalícia
a que qualquer deputado tem direito". As duas reformas em
conjunto, adianta o CM, ascenderão a quase cinco mil euros por mês.
Manuel Alegre considera que "tudo somado, agora recebo menos 500
euros do que recebia quando tinha um terço da pensão".

 

É este pois o PORTUGAL DEMOCRÁTICO que temos.

São estes os impolutos que nos governam.

Eles têm tudo, mas a maioria dos PORTUGUESES nada têm.

Milhares, centenas de milhares, têm de sobreviver com pensões abaixo dos
trezentos euros mensais.

MAS PARA A CORJA  ESTES NÃO SÃO CERTAMENTE PORTUGUESES!

 

“Neste breve Spot cito estes meus três conterrâneos e amigos, com os quais
muito brinquei e que vieram a encontrar a morte nas zonas de guerra
em Angola onde eu também lutei, mas que com a ajuda de Deus
sobrevivi.”

Aqui deixo, muito sentidas condolências aos seus familiares e o voto para
que Deus Misericordioso os acolha no seu reino.

 

FAfonso

 

 

 

 

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 16:04
sinto-me: TRISTE
21
Nov 08

 

 

É UM DEVER RESGATAR OS QUE FICARAM

                   Eles deram tudo por Portug

r.br.youtube.com/watch   

 

 

 *MEMÓRIAS de GUERRA*

 

 Eram cerca de 11h30 de um dia nebuloso como era vulgar no Norte de Angola. De repente, o "clarim" entoou as suas notas estridentes, qual sinal de alarme, a convidar-nos para a "formatura geral".

Uns estavam na "camarata", outros no cubículo a que chamávamos "sala de convívio" e outros ainda sentados nos respectivos beliches dando notícias às famílias, às namoradas, às "madrinhas de guerra" ou a algum amigo com o qual mantivessem relação de amizade mais profunda.

Todas estas notícias eram dadas invariavelmente através dos bem conhecidos "bate estradas" que nos eram fornecidos gratuitamente pelo Comando da Unidade.

No seu camuflado sempre impecável, o Capitão Moutinho, com um certo rubor nas faces, com ar preocupado e um tanto tímido, preparou-se para se dirigir à companhia. No seu íntimo, ele procurava a forma mais simples e normal de dar uma notícia que, sabia de antemão, todos esperavam mas ninguém desejava ouvir.

O que acabou por fazer, embora se notasse algum constrangimento na sua voz, dizendo: pessoal, logo à noitinha, vamos ter mais uma saída. Vamos à SERRA DO UÍGE e nada de ir lá para fora comentar.

A "coisa" dita daquela forma, até poderia parecer que se tratava de "mais uma passeata.

Mas não era. Nós já conhecíamos aquele "mais uma passeata". Tratava-se de mais uma "operação militar", em busca da banditagem que, normalmente pela calada da noite atacava as Fazendas de café que existiam nas encostas e no interior daquela serra, assassinando os trabalhadores das mesmas, na sua esmagadora maioria composta por negros oriundos da zona do Huambo . Os "Bailundos".

Todos na parada compreenderam a informação e pedido do Capitão Moutinho e todos se comprometeram a nada divulgar,para que  a população nada soubesse.

 Começou o habitual aprontar do respectivo armamento e munições, viaturas rádio, nas quais se colocaram os respectivos AN GRC 9 que iriam servir de Posto Fixo durante o desenrolar da Operação.

A minha especialidade era "transmissões" e por isso tanto eu como os meus camaradas da especialidade, tudo fazíamos para que nada falhasse durante a Operação.

Depois de "sintonizarmos" os AN GRC 9 com o comando do Batalhão e das companhias que o compunham, tínhamos também de "sintonizar" estes aparelhos com os PRC 10 que iriam acompanhar ao vivo o desenrolar da Operação, transportados às costas pelo Operador que por escala fosse designado e com os quais também comunicávamos com a aviação de apoio.

Desta vez, como em tantas outras, fui eu o Operador de serviço à Operação.

A coluna militar saiu e, sem espanto nosso, mesmo com o pedido do Capitão Moutinho, lá estavam às janelas e varandas, grande parte da população daquela cidade do Norte a desejar-nos sorte, acenando e fazendo "adeus", desejando "que tudo corresse bem"e, mais uma vez a recomendação do Capitão Moutinho não resultou. 

Era um apoio quase invisível naquela guerra mas, para nós, militares, tinha um peso e uma força cujas dimensões não é fácil explicar por palavras.

Aquilo ficava gravado no nosso íntimo como um sinal de apreço e reconhecimento pelo nosso esforço e risco no desenvolvimento da nossa actividade militar.

A minha companhia estava sediada na cidade de CARMONA, capital da Distrito do UÍGE e aquartelada numas antigas oficinas. Pertencíamos à 1ª. Companhia do Batalhão de Caçadores nº.3 -BC 3 . Estávamos no ano de 1963.

Naquele noite o firmamento estava repleto de nuvens escuras, prenunciando que a qualquer momento podia vir uma chuvada daquelas que com o seu rebombar de trovões e o seu espectáculo de raios e faíscas, faziam qualquer mortal ficar sempre de sentinela.

A coluna militar desta vez seguiu pela estrada do SONGO e, muito antes de atingirmos esta vila penetramos no "mato" por uma "picada" onde os Unimogues que nos transportavam nos deixaram.

Prosseguimos a pé rodeando o Morro do Quimalaio, onde, no cimo do mesmo se encontrava aquartelado um pequeno destacamento de Voluntários, pertencentes à OPVDCA – Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola,

onde na altura prestava serviço um grande e destemido português, conhecido inclusivamente nas emissões de Rádio Moscovo e Rádio Brazavile e que toda a Angola conhecia pelo "Carvalho das Barbas".

Seguimos pela mata dentro e a chuva, quando começávamos a subir o terceiro ou quarto morro, apareceu em força.

Estava um escuro de cortar à faca mas, embora a chuva nos servisse de protecção contra os ruídos, a verdade é que ela, juntamente com a escuridão era um problema de difícil ultrapassagem. Só os clarões produzidos pelos relâmpagos nos iam permitindo ver a bússola para nos orientamos e para nos mantermos unidos. Até porque havia o risco de ao menor descuido alguém se perder ou cairmos numa armadilha. Tínhamos de nos deslocar sem "conversa" e sempre tocando ou apalpando quem seguia à nossa frente. Porém a chuva aumentou de intensidade e o Capitão Moutinho, com o qual eu seguia com o velho rádio PRC 10, deu ordem de paragem informando que passaríamos ali o resto da noite.

A chuva não parava. Pelo contrário aumentava e a trovoada e os respectivos relâmpagos acompanhavam este aumento de intensidade. Devido à topologia do terreno e à escuridão tínhamos de seguir em "fila indiana" o que originava uma coluna militar tremendamente longa, que por tal facto fez com que a ordem de paragem demorasse o seu tempo a chegar ao fim da coluna.

Todos nos tentávamos proteger da melhor maneira, utilizando para tal uma capa plástica camuflada que havia algum tempo nos tinha sido distribuída. Porém, nada detinha aquela chuva que aos poucos nos ia penetrando até aos ossos como em gíria se costuma dizer.

Eu, pela minha parte e pela experiência, -era dos mais "velhos" da unidade-, guiado pela luminosidade dos relâmpagos, procurei uma grande e velha árvore que, para sorte minha tinha uma parte central do tronco apodrecido. Comecei então a escavá-lo com a minha faca de mato e verifiquei que a parte central do tronco não só estava apodrecido como era grande e ainda que estava oco no seu interior.

Para minimizar a torrente de água que vinha pela serra abaixo, nas laterais do velho tronco fui fazendo umas represas de terra e de tudo o mais que às escuras ia amontoando. Devo dizer que passado algum tempo aquilo era para mim um verdadeiro achado, pois da cintura para cima estava mais ou menos protegido. Claro que havia sempre o risco de que uma ratazana, uma cobra ou qualquer outro "morador" daquele velho tronco me viesse fazer lembrar a quem pertencia aquele alojamento. Mas o que era isso comparado com aquele "bem estar" de que eu usufruía?

Uma ninharia que nem dava para nele se pensar.

Contudo, eu estava errado. Ali não havia só a hipótese de que pequenos animais, embora perigosos poderem reclamar o "território".

Havia também a possibilidade de outros mais corpulentos aparecerem.

E foi exactamente isso que sucedeu. De repente comecei a sentir um roçar e um empurrar de mansinho, que me levou a exclamar em voz baixa: -que raio de merda anda aqui!, este é o meu canto, porra! Foi então que aquela voz para mim muito conhecida me sussurrou: sou o Capitão Moutinho. Dá lá aí um jeito e mantém o rádio "em escuta".

E eu assim fiz.

Pela Madrugada, com o raiar da manhã a chuva parou e a operação foi reiniciada para o interior daquela Selva Virgem onde alguns amigos meus tudo deixaram.

Até a própria vida.

Daqui, com a minha oração vão dois desejos meus:

QUE NENHUM PORTUGUÊS DIGNO SE ESQUEÇA DOS QUE TOMBARAM, e que

DEUS OS TENHA NO SEU REINO.

Descansem Guerreiros Que Deus vos dê a paz que a guerra vos tirou.

Até breve amigos

F.Afonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 13:38
sinto-me: COM O DEVER CUMPRIDO E TRISTE
música: HOMENAGEM AOS QUE TOMBARAM NA GUERRA DO ULTRAMAR
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