PROENÇA-A-VELHA
Evolução Histórica e Administrativa Até 1218 pertenceu a Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia. 1218 - Em Abril de 1218 recebe foral de D. Pedro Alvites, mestre da Ordem do Templo, em carta concedida com beneplácito de D. Afonso II e D. Urraca.
24
Nov 11

 

 

II

OUTONO E INVERNO

 

 

Com o aproximar do Outono, as folhas das velhas árvores que ladeavam a rua, começaram a mudar de cor.

Era o prenúncio de que o tempo de vida das mesmas começava a caminhar para o seu fim.

A sua cor amarelada era a demonstração do início do fim da sua existência.

Visto de certa distância, e em especial quando os raios solares incidiam em determinado ângulo, até dava um certo encanto aquele “túnel” que as árvores formavam, ao mesmo tempo que as folhas coloridas de um amarelo/dourado iam formando um autêntico tapete.

As folhas iam caindo em maior ou menor quantidade consoante a violência das rajadas de vento que iam fustigando as velhas árvores.

Era um espetáculo ao mesmo tempo triste e deslumbrante.

As árvores cada vez mais iam ficando “depenadas” e a rua cada vez mais dourada pela quantidade de folhas que ao cairem iam cada vez mais tapeando a rua.

O verde que outrora dava um ar primaveril àquela artéria da cidade, estava agora a prenunciar que o o Outono estava no fim e que o inverno não tardava a chegar.

Até a passarada que havia povoado e nidificado naqueles gigantes da natureza tinham desaparecido.

Mas elas, as velhas árvores, que haviam resistido a tantos temporais e Invernos rigorosos, iam sofrer uma dolorosa e última surpresa.

O Homem, a quem elas tantos anos tinham, gratuitamente, fornecido refrescante sombra, aproximava-se com um exército de máquinaria com o objetivo de as arrancar ao chão que durante tantos anos as haviam alimentado.

De nada valeu aquela inscrição que alguém plantou no tronco do mais velho exemplar das árvores daquela rua.

As máquinas avançaram e o prazer que aquelas árvores me davam sempre que aquele ciclo da natureza se realizava, chegou ao fim.

Tardariam muitos anos até que novamente outras que ali plantassem pudessem servir de "casa e abrigo" às diversas aves que ali se refugiavam e mesmo nidificavam.

E eu, cujo ciclo de vida também as ia acompanhando, tive que me resignar e compreender que havia uma certa analogia entre as Estações do ano que regem a vida da Natureza, mas também a minha vida que é, ao fim e ao cabo a vida de todos nós.

 

 

 

 

 

 Também eu que da minha varanda ia com tristeza assistindo ao desenlace final, lembrava que quando saí da minha terra deixei as minhas raízes jovens e fortes na terra que me viu nascer e agora da Primavera que deixei ao partir, apenas iam restando uns resquícios do Outono e o rápido aproximar do Inverno que inevitavelmente ia chegar.

Era o Ciclo que se ia completando.

Era o meu ciclo que caminhava par o fim, tal como estava acontecendo com aquelas velhas árvores, cujo fim tinha chegado.

 

 

FAfonso

publicado por AALADOSNAMORADOS às 23:01
30
Out 08


 

 

 

 
 

 

 

 

 

 O MEU INVERNO

  

ESTOU A Ficar cansado

 

A Vida Por Vezes Parece Ser Aquilo Que Não É

 

 O inverno Não Acaba ...

 

 

O sol FICA CADA Vez Mais frio ...

É UM ciclo e Tudo Volta a repetir -se ...

Como folhas perdem uma cor SUA, Vão e caindo .

Tudo à Minha Volta se vai Perdendo.

Sem dar Por isso comeco Ficar um desiludido

Estou cansado de Estar Aqui!

Sempre me tentaste iludir , inverno

Dizias -me Que Passageiro eras e fugaz

E eu ... ia acrediando....

Puro engano .

Porquê me mentias ?

Não te Chegava veres -me ir definhando ?

Tu és o Meu inverno , tu és uma dor Minha Fonte da

Mas não precisavas de Ser o Meu inferno !

Trazes de Volta a neve Que cai em Mim.

Escondes de Mim Que o sol vai Perdendo o Brilho ...

Eu sei o Caminho ... Por isso .. Don't cry

Irei Caminhando, Recordando como Primaveras Passadas .....

Mas sei que A neve Não tarda ... Chegar ... vai !

Como Que Lembrando - me Que Estou atrasado Ficar

Por quê isso devo me apressar

Agora o inverno Parece Ser mais longo

E nada á Minha Explicação dez Volta ...

O Meu Coração Diz-Me Que Não Quer Guerras

'Um e Guerreiro cansado de Lutar

Mas tu, impiedoso inverno , Cansas Não te .

Trazes contigo uma tristeza das Noites frias e Longas

Trazes contigo como geadas e como marsias campos OS queimam Que

Depositando como saudades das Primaveras Passadas

Em blocos de Gelo transformas em OS Que lagos da Minha infância

Trazes uma dor e uma agonia EAo Corações

Tu, inverno , és o pronúncio de Algo Que Ninguém Quer

Por isso te peco :...... da- me UM Pouco de Paz

Já Que Não me podes dar saúde

Tu és o Meu inverno

Não Ser de pecisas cruel!

Devia Chegar -te o Pesadelo Nome do TUE

Inverno ..

F. Afonso


 
 

 

 

publicado por AALADOSNAMORADOS às 20:43
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